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quinta-feira, junho 20, 2024

Rios da bacia do Juruá já apresentam seca e situação é considerada alarmante

Por Redação O Juruá em Tempo.

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Um dos líderes dos povos Kuntanawa, Flávio Haru subiu até as cabeceiras do Rio Tejo, um dos afluentes do Juruá, com um grupo de pessoas e relatou uma situação preocupante, a seca dos afluentes.

Segundo eles, o manancial está quase seco nas cabeceiras. Outros mananciais, como o Bagé, também apresentam baixo volume de água.

“Do jeito que já está nesta época do ano, vai apartar. Pode-se dizer que o Rio Tejo está morto”, relatou Flávio, mostrando as fotos do que enfrentaram na viagem.

Os indígenas Kuntanawa, moradores do Rio Tejo, na região do município de Marechal Thaumaturgo, afirmaram que por muitas vezes tiveram que empurrar ou puxar o barco, devido ao baixo volume de água no manancial.

Além desta situação, o líder indígena relata ter visto vários crimes ambientais no percurso, como a caça ilegal e a retirada de madeira.

“Encontramos pessoas que tinham ido caçar e estavam voltando com os bichos e também a retirada de madeira”, conta Haru.

Diante desse cenário, o indigenista aposentado da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que estava retornando de uma viagem ao Alto Rio Juruá e afluentes, afirma que a situação das secas é gravemente preocupante.

“Todos os rios da alto bacia do Juruá estão muito secos, dado os efeitos das mudanças climáticas. A situação é alarmante porque ainda estamos no final do inverno Amazônico, quando ainda há chuvas e já está seco assim. Em setembro, no auge do verão, não sabemos qual será o cenário. Os rios, além de serem as estradas, são fonte de alimentos para os ribeirinhos. Sem água não há vida”, disse ele.

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