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Falta de chuva e seca extrema do Rio Acre preocupam produtores da capital do AC: ‘Morrendo tudo por falta de água’

Por Redação Juruá em Tempo.26 de agosto de 20248 Minutos de Leitura
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Produtores do Acre falam sobre falta d'água que prejudica vendas e navegação no Rio Acre — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica
Produtores do Acre falam sobre falta d’água que prejudica vendas e navegação no Rio Acre — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

“Além de a terra estar muito seca, a água está quente e o clima não está favorecendo a produção“: este é o relato de Elias Vieira Thomaz, produtor rural do Polo Wilson Pinheiro, na Estrada Transacreana, na zona rural de Rio Branco (AC). Ele trabalha há 16 anos com produção na propriedade dele, onde produz maxixe, pepino, cebola e hortifrúti. No entanto, as dificuldades têm se acentuado à medida que o Rio Acre, principal manancial do estado, baixa.

➡️ Contexto: O rio está a menos de 15 centímetros da menor cota histórica desde 1971, quando o manancial começou a ser monitorado em Rio Branco. No sábado (24), o nível oscilou e chegou a 1,39 metro. A marca histórica de seca é de 1,25 metro, em 2 de outubro de 2022.

🚰 Seca: toda a Bacia do Rio Acre está em situação de alerta máximo para seca, agravada em razão da falta de chuvas na região. Esta situação generalizada perdura há dois meses. Já o manancial em Rio Branco se encontra abaixo de 4 metros há mais de três meses.

⚠️ Prejuízos: como resultado da seca, produtores perderam plantações e houve queda nas vendas. O baixo nível do manancial também afeta o transporte das mercadorias.

O produtor Elias Vieira relata que o nível do manancial influencia diretamente no desenvolvimento dos plantios, pois afeta na irrigação, no transporte dos mantimentos via terra e nas condições dos ramais.

“Você passa um dia para andar 120 km, ir e voltar. Acesso complicado. A produção vai baixando o custo dentro porque devido o custo, você tem que encarecer a sua viagem até o local”, complementa.

Elias Vieira Thomaz, produtor rural, teve que baixo nível do Rio Acre tem dificultado o transporte de hortifrúti para vender em Rio Branco — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica
Elias Vieira Thomaz, produtor rural, teve que baixo nível do Rio Acre tem dificultado o transporte de hortifrúti para vender em Rio Branco — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

O custo do transporte, que acaba sendo refletido nas vendas, tem sido uma realidade também da produtora rural e atacadista Ligiane da Silva. Ela é da zona rural de Acrelândia, distante 104 km da capital, e a produção dela é focada nas frutas e na produção de macaxeira por causa da goma.

“A gente tem [água] a 2 km depois da produção, vamos buscar água nos barris para conseguir jogar para ficar mais facilitado para poder tirar a macaxeira […] são uns 10 barris de 40, 50 litros mais ou menos para poder dar uma aliviada na terra, porque mesmo assim é você jogando e a terra seca do mesmo jeito. Tudo é esforço físico. A seca a gente já sabe das nossas regiões, mas esse ano tem sido muito complicado, principalmente pra gente do Ceasa”, frisou.

🚨 E a seca, que reflete na marca de 1,39 metro, segundo a Defesa Civil da capital, que monitora diariamente o manancial, se aproxima da segunda menor cota histórica e ainda deve ser superada nos próximos dias, já que a tendência é de continuar reduzindo.

Ligiane da Silva, produtora rural e atacadista, diz que vendas no Ceasa de Rio Branco tem sido mais dificultosas — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica
Ligiane da Silva, produtora rural e atacadista, diz que vendas no Ceasa de Rio Branco tem sido mais dificultosas — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

Seca reflete nos preços

Ligiane conta que há 14 anos trabalhando no Ceasa de Rio Branco, nunca viu a queda nas vendas como está presenciando desta forma. Ela não soube precisar o prejuízo, mas disse que os comerciantes fazem parcerias e barateiam os produtos para não estragarem.

Nas últimas semanas, por exemplo, chegaram cerca de 15 mil cachos de banana para os vendedores do Ceasa, e o cacho precisou ser estabelecido em R$ 5, muito abaixo do que é comumente vendido.

Barateou, amadureceu muito rápido e tiveram que fazer promoção. Agora deu uma melhoradinha, mas cadê o povo? Estamos passando por crise […] os ribeirinhos vêm através de embarcações pequenas. Tem que passar por três, quatro, cinco embarcações para poder passar [as frutas e verduras] para a embarcação grande e poder chegar, porque atola no rio e é complicado, uma situação bem difícil. É tudo custo, fica bem mais caro, e quando passa pro consumidor fica caro por causa disso. Aí eles perguntam, ‘ah mas por quê?’, por causa disso. O custo tá muito caro.
— Ligiane da Silva, produtora rural e atacadista de Rio Branco.
Rio Acre se aproxima da menor cota histórica, em Rio Branco; medição de 24 de agosto é de 1,39 metro — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica
Rio Acre se aproxima da menor cota histórica, em Rio Branco; medição de 24 de agosto é de 1,39 metro — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

Produtores buscam outros meios

 

Maria Marlene da Silva Reis, produtora rural do Assentamento Walter Arce, no Bujari, está no Mercado Elias Mansour em Rio Branco há 15 anos. Segundo ela, a falta d’água também tem sido o maior problema enfrentado por ela. Ela capta água na Escola Cosmo Carneiro, que fica perto de onde ela mora, para poder aguar a plantação e dar para os animais beberem.

“Os meus mamões já perdem praticamente mais da metade. Tá morrendo tudo por falta d’água. As bananas também eu tô tendo uma perda muito grande. Na couve, na cebola, na pimenta, tudo isso a gente tá tendo perda. Bastante mesmo. Sem água pra irrigar, não tem como manter.“

Maria Marlene da Silva Reis, produtora rural do Walter Arce, diz que tem registrado baixa nas vendas no Mercado Elias Mansour, em Rio Branco — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica
Maria Marlene da Silva Reis, produtora rural do Walter Arce, diz que tem registrado baixa nas vendas no Mercado Elias Mansour, em Rio Branco — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

O calor também reflete na falta de chuvas. Em agosto, o acumulado de chuvas em Rio Branco não passou de 1,06 milímetros. Reis complementa que como está ficando sem produção, ela não vai à feira todos os dias.

“Eu só venho quando eu tenho produção. Se eu não tiver produção, eu não venho vender. A gente trabalha na diária. A gente trabalha pra aqui, trabalha pra lá, porque eu e meu esposo, nós também trabalhamos de roçadeira. Só que a nossa diária é R$ 100 cada. A gente também não suporta o sol”, pontua.

Toda a Bacia do Rio Acre está em situação de alerta máximo para seca, agravada em razão da falta de chuvas na região. Esta situação generalizada perdura há dois meses. Já o manancial em Rio Branco se encontra abaixo de 4 metros há mais de três meses.

As oscilações têm sido frequentes desde que o manancial ficou abaixo de 4 metros na capital, e mais precisamente este mês, quando o chegou a ultrapassar 1,50 metro e depois voltou a reduzir.

A situação acima contrasta com a vivenciada entre fevereiro e março, quando o Acre passou pela segunda maior enchente de sua história desde 1971, ano em que a medição começou a ser feita. Na época, a inundação provocada pelo Rio Acre fez com que mais de 11 mil pessoas deixassem suas casas. Agora os acreanos vivem o contrário da cheia.

Histórico de seca

O governo do estado decretou, no dia 11 de junho, situação de emergência por conta da seca e emergência ambiental por causa da redução da quantidade de chuvas e riscos de incêndios florestais.

Duas semanas depois, foi montado um gabinete de crise para discutir e tomar as devidas medidas com redução dos índices de chuvas e dos cursos hídricos, bem como do risco de incêndios florestais. O decreto com a criação deste grupo foi publicado no dia 26 de junho, em edição do Diário Oficial do Estado (DOE), e fica em vigência até dia 31 de dezembro deste ano.

Em 2022, a seca levou o Rio Acre a bater recordes negativos pelo menos quatro vezes. A cota histórica era de 1,30 metro, registrada em 2016.

Há dois anos, o manancial marcou esse nível no dia 10 de setembro. No dia 11, o rio reduziu para 1,29 metro, e depois seguiu em baixa até o dia 29 quando chegou a 1,26 metro. Na manhã do dia 2 de outubro o nível chegou à marca de 1,25 metro, a menor da série histórica iniciada em 1971.

No ano passado, o decreto de emergência foi publicado em outubro. O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, disse que o plano estadual de contingenciamento já foi elaborado.

Rio Acre na capital abaixo dos 2 metros  — Foto: Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco
Rio Acre na capital abaixo dos 2 metros — Foto: Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco

No dia 28 de junho, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, também assinou um decreto de emergência em razão do baixo nível do Rio Acre e da falta de chuvas.

A situação alerta para a possibilidade de um período de seca que, segundo especialistas, pode se antecipar e se tornar cada vez mais frequente em um menor espaço de tempo.

O mesmo quadro foi observado em 2016, ano com a segunda pior seca. Em 17 de setembro, o rio atingiu a menor cota histórica da época: 1,30 metro.

  • Fonte: g1 AC. *Colaborou o repórter Murilo Lima, da Rede Amazônica Acre.
Por: Redação O Juruá em Tempo.
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