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COTIDIANO

Ufac aprova política para garantir vaga em todos os cursos a estudantes indígenas a partir de 2025

Por Redação O Juruá em Tempo. 06/12/2024 15:25
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O Conselho Universitário da Universidade Federal do Acre (Ufac) aprovou, nesta quarta-feira, 4, uma política afirmativa voltada ao acesso e à permanência de estudantes indígenas em seus cursos de graduação. Durante a mesma sessão, também foram discutidas estratégias para preservar os bônus regionais no curso de Medicina.

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A decisão marca um momento significativo, especialmente no contexto das comemorações dos 60 anos de criação e 50 anos de federalização da Ufac. De acordo com a pró-reitora de Graduação da universidade, Ednaceli Damasceno, apesar da lei de cotas, é evidenciado que os indígenas ainda continuam em desvantagem.

“Mesmo sendo uma ação afirmativa importante, ainda permanece uma barreira para a entrada de estudantes indígenas no ensino superior, por diversas razões, sendo a principal, o alto déficit histórico da educação escolar indígena”, explicou.

Ainda segundo Damasceno, o Programa de Acesso e Permanência de Estudantes Indígenas nos Cursos de Graduação da Ufac é uma ação afirmativa que promove o respeito à diversidade às minorias e à pluralidade cultural da região amazônica.

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“A proposta prevê uma vaga em cada curso de graduação da Ufac para estudantes indígenas, ou até duas nos cursos de dupla entrada. O programa terá como forma de ingresso, processo seletivo especial para indígenas, regido por edital e com provas específicas e diferenciadas”, explicou.

Com medida, a partir de 2025, os estudantes indígenas estarão em todos os cursos. “Como Direito, Medicina, Engenharias, Jornalismo” e outros. A aprovação do Programa representa um grande passo frente a essa realidade enfrentada pelos estudantes indígenas que não conseguem acessar cursos de graduação, principalmente aqueles mais concorridos via SiSU”, acrescentou, afirmando que o principal objetivo é a valorização e o respeito à diversidade étnica e da pluralidade humana presentes na sociedade brasileira. “Em especial na região amazônica, mediante a ampliação do acesso aos seus cursos de graduação, e de estímulo à cultura, ampliando o alcance das ações de ensino, pesquisa e extensão da Ufac”, finalizou.

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