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Etnoturismo: ferramenta para preservação cultural e geração de renda em terras indígenas

Por Redação Juruá em Tempo.1 de janeiro de 20253 Minutos de Leitura
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O etnoturismo, prática que promove a imersão nas culturas e vivências de populações tradicionais, como os povos indígenas, tem ganhado destaque como uma importante estratégia para geração de renda e preservação cultural no Brasil. Com o objetivo de fortalecer essas iniciativas, o Instituto Samaúma, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram o Guia de Boas Práticas para Empreendimentos de Turismo de Base Comunitária em Terras Indígenas.

O que é o Guia?

O guia é fruto de uma ampla pesquisa que envolveu comunidades indígenas, organizações regionais, representantes do terceiro setor, iniciativa privada e órgãos governamentais. Ele estabelece um modelo estruturado para a criação e gestão de empreendimentos de turismo em terras indígenas, priorizando o protagonismo das comunidades locais.

Etapas do Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária

  1. Diagnóstico Inicial
  • Realizado apenas mediante solicitação da comunidade;
  • Avaliação de necessidades locais, potencialidades e desafios com foco no protagonismo indígena.
  1. Anuência da Comunidade
  • Garantia do consentimento livre, formal e informado;
  • Reuniões de esclarecimento e deliberação interna;
  • Documentação formal do consentimento.
  1. Planejamento Participativo
  • Desenvolvimento de um plano de visitação baseado no diagnóstico inicial.

A antropóloga Vari Shanenawa destacou a importância do etnoturismo para a conscientização sobre a relação entre povos indígenas e a natureza:

“O povo não indígena entende que nós precisamos da terra, mas é muito superior a isso. Nós necessitamos da floresta, é isso que garante o equilíbrio do planeta. Nós nos entendemos como guardiões da floresta.”

Formação e Capacitação das Comunidades

O material inclui uma programação voltada à capacitação das comunidades indígenas, abordando temas como:

  • Fundamentos do Turismo de Base Comunitária;
  • Legislação e direitos territoriais;
  • Marketing e hospitalidade;
  • Gestão de segurança e transparência nos acordos.

Segundo Lana Rosa, líder de equipe do Instituto Samaúma:

“É essencial garantir uma divisão justa de benefícios e o respeito ao modo de vida local. A gestão comunitária e a transparência dos acordos com parceiros são fundamentais para o desenvolvimento saudável dos empreendimentos.”

Projetos e Regiões Impactadas

O guia faz parte de uma iniciativa voltada ao impulsionamento do etnoturismo na Amazônia Legal, região que abriga mais da metade dos 1,7 milhões de indígenas do Brasil, segundo o Censo 2022 do IBGE. Durante a elaboração, foram realizadas visitas técnicas em seis territórios indígenas:

  • Yaripo Ecoturismo Yanomami (AM);
  • Aldeia Afukuri (MT);
  • Comunidade Indígena Kauwe (RR);
  • Aldeia Vista Alegre do Capixauã (PA);
  • Comunidade Raposa 1 (RR);
  • Aldeia Shanenawa (AC).

O lançamento oficial ocorreu entre 3 e 6 de dezembro, na Terra Indígena Katukina-Kaxinawá, no Acre, reunindo lideranças indígenas, representantes do governo e organizações envolvidas.

Por: Redação O Juruá em Tempo.
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  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

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