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Taxa do aço deve baixar produção, cortar empregos e subir dólar no Brasil

Por Redação Juruá em Tempo.11 de fevereiro de 20255 Minutos de Leitura
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A taxa extra de 25% que os Estados Unidos cobrarão sobre a importação do aço brasileiro vai pressionar a siderurgia nacional, que precisará se desdobrar para vender o excedente do produto para outras partes do mundo, sob o risco de reduzir a produção e até cortar empregos. Para o restante da economia, a redução das vendas vai reduzir a circulação de dólares no Brasil, o que pode desvalorizar o real frente à moeda americana.

O que aconteceu

“Qualquer aço que entrar nos Estados Unidos terá uma tarifa de 25%”. A promessa foi feita no domingo (9) pelo presidente americano Donald Trump a jornalistas que voavam com ele para Nova Orleans para assistir ao Super Bowl.

Os EUA são os maiores importadores do aço brasileiro. O país foi o segundo maior fornecedor do produto para os Estados Unidos em 2024, atrás apenas do Canadá. Ao longo do ano passado, as siderúrgicas brasileiras forneceram 4 milhões de toneladas de aço aos americanos, o equivalente a US$ 3 bilhões em exportações.

Com a sobretaxa, as siderúrgicas precisarão se desdobrar para vender o excedente a outros lugares do mundo. “A realocação desse volume é um desafio enorme”, afirma o professor de Finanças e Governança Corporativa da ESPM, Jorge Ferreira dos Santos Filho. “A alternativa seria ampliar as exportações para a China. Outras opções seriam países da União Europeia e do Mundo Árabe, que aumentou a demanda ao longo dos últimos anos.”

Seria necessário esforço diplomático e comercial do governo para ampliar as vendas para mercados tradicionais e buscar novos países.
Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor

O mercado interno dificilmente conseguiria absorver esse aço. “Dependeria de políticas públicas para incentivar a indústria, de projetos de infraestrutura e do aquecimento da construção civil”, diz Santos Filho. “Esses setores são grandes consumidores de aço. O automobilístico também poderia absorver parte da produção, mas depende de incentivos governamentais.”

“O mercado interno de aço está desaquecido”, completa o economista Rafael Passos. “Vai ser difícil absorver essa demanda porque os EUA respondem por 48% das exportações brasileiras do produto”, diz ele, que é analista da consultoria Ajax Capital.

Se não conseguir vender esse aço para outros países, o real pode se desvalorizar em relação ao dólar. “Uma queda nessas exportações resultará em uma diminuição significativa na entrada de dólares no Brasil. Isso pode levar a uma desvalorização do real frente ao dólar”, alerta o professor da ESPM.

No pior dos cenários, a produção nacional vai cair e siderúrgicas precisarão cortar empregos. “Pode ser que a produção nacional reduza, e pode até ter demissão”, diz Passos. Santos Filho concorda. “Um dos efeitos imediatos será a redução da produção de aço, o risco de desligamento de fornos e a demissão de trabalhadores, como ocorreu durante o primeiro mandato de Trump”, quando ele também elevou as taxas sobre o aço.

As empresas que atuam em território nacional vão sofrer mais. “A Usiminas, a CSN e outras siderúrgicas com atuação mais local terão impacto negativo em volume produzido e em preço”, diz Passos.

Poucas empresas brasileiras se aproveitariam da taxação. “Siderúrgicas que atuam nos EUA, com fabrica lá, se beneficiam da sobretaxa, como é o caso da Gerdau”, diz Passos. “Ela tem fábrica nos EUA, consegue atender a demanda local: 40% da geração de caixa dela vêm dos EUA. A Gerdau vai conseguir surfar, dada sua capilaridade geográfica.”

Empresas de outros setores também vão sofrer. “A taxação provavelmente terá efeitos para além do setor siderúrgico, pois os fornecedores da cadeia de matérias-primas, transportadores e indústrias que dependem do aço serão afetados também”, diz o professor. “Isso terá impacto no resultado financeiro das empresas, acarretando na redução de postos de trabalho.”

Brasil deve sobretaxar EUA?

Apesar das más notícias para a siderurgia e para a moeda brasileira, a economia em geral será pouco afetada. “A exportação de aço tem pouca participação no PIB (Produto Interno Bruto) e por isso o impacto sobre a economia em geral será pequeno”, acredita Passos. Por isso, Lula deve evitar confrontar Donald Trump.

Antes de sobretaxar os produtos americanos, o Brasil precisa negociar. “Agir com reciprocidade é arriscado”, diz o professor. “O ideal é buscar negociações diplomáticas para proteger a siderurgia sem prejudicar outros setores ou as relações bilaterais com os EUA.”

Passos lembra que o Brasil não está na mira de Trump, já que a taxação envolveu todos os exportadores de aço. “Nossa situação é diferente de México e Canadá, que não têm margem de manobra em razão do déficit com os EUA. Os americanos têm superávit com o Brasil, então ainda podemos negociar. Não é uma boa saída responder imediatamente.”

Em 2024, as exportações para os EUA somaram US$ 40,3 bilhões. Já as importações de produtos americanos atingiram US$ 40,6 bilhões.

 

Antes da tarifa sobre o aço, o presidente Lula disse que pretendia responder à altura. “Se o Brasil optar pela reciprocidade, a área de tecnologia parece ser a mais provável para sobretaxação”, diz o professor. “Mas é crucial considerar os potenciais impactos econômicos e diplomáticos de tal medida.”

Se o Brasil retaliar os EUA, Trump pode colocar na mira produtos brasileiros com mais peso na economia. Alguns dos principais itens que o Brasil exporta para os EUA são petróleo bruto, produtos semiacabados de aço e ferro, café não torrado, celulose, aeronaves e carne bovina.

Até os americanos podem se prejudicar com a taxação do aço. “A primeira reação é esperar que os preços de aço e alumínio de curto prazo nos EUA aumentem devido a possível escassez de fornecimento regional ou interrupções na cadeia de fornecimento”, diz nota do banco de investimentos BTG Pactual.

A oferta e demanda global raramente são impactadas pois o fornecimento é redirecionado de uma região para outra, o que significa que os preços globais podem não reagir. O impacto acaba sendo mais regional.
BTG Pactual, em nota.

Por: UOL.
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