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Acre lidera ranking nacional de mortes por choque elétrico pelo segundo ano consecutivo

Por Anne Nascimento, dA Gazeta do Acre. 26/05/2025 14:52
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O Acre ficou em primeiro lugar no ranking proporcional de mortes por choque elétrico no Brasil em 2024, conforme aponta o relatório anual da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), divulgado neste mês de maio.

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De acordo com o levantamento, 22 acidentes de origem elétrica foram registrados no estado em 2024, dos quais 16 resultaram em óbito. A maioria dos casos poderia ter sido evitada com medidas básicas de segurança e orientação adequada.

Para a coordenadora de segurança da Energisa Acre, Gabriella Mendes, os números revelam uma situação alarmante. “Infelizmente, o Acre aparece em primeiro lugar no país. Foram 16 fatalidades, o que é extremamente preocupante”, alertou.

Gabriella explica que os acidentes envolvem tanto a rede de distribuição pública de energia, quanto instalações elétricas internas nas residências. “As pessoas ainda insistem em mexer por conta própria em fios ou equipamentos próximos à rede elétrica. Isso representa um risco altíssimo. Só profissionais da Energisa estão autorizados e treinados para esse tipo de intervenção”, ressaltou.

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A coordenadora também fez um alerta especial sobre o manuseio de bombas d’água, equipamento comum em áreas rurais. “Bomba d’água mata. É muito perigoso tentar consertar sem a orientação adequada. Energia elétrica e água são uma combinação letal. Muitas mortes no Acre acontecem por esse tipo de descuido”, enfatizou.

Outros fatores de risco apontados por Gabriella incluem o uso de “benjamins” sobrecarregados, fiações irregulares, aparelhos sem certificação do Inmetro, e instalações improvisadas. Ela reforça que toda instalação elétrica deve ser feita por um profissional habilitado e com os equipamentos de proteção adequados.

“A energia não tem cor, não tem cheiro, você não vê. Por isso, é preciso redobrar o cuidado. Não podemos subestimar o perigo, achando que 110 ou 220 volts não matam. Matam sim. São 16 famílias que perderam entes queridos no Acre só no último ano, e isso é muito doloroso”, afirmou.

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