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Erika Hilton recorre à ONU para denunciar visto americano com gênero errado

Por Redação Juruá em Tempo.1 de maio de 20252 Minutos de Leitura
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL) reuniu apoio de mais de 150 entidades e parlamentares para recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU), denunciando o caso envolvendo o visto para americano que tentou tirar. Segundo ela, foi informada de que o documento viria com o gênero masculino, desrespeitando sua identidade de gênero.

“O fiz porque é meu direito, enquanto parlamentar brasileira, ter minha identidade, documentação e inviolabilidade diplomática respeitada ao representar meu país e meu povo em missão oficial, mesmo em mecanismos internacionais localizados nos EUA”, disse Hilton em rede social.

O documento foi protocolado na última terça-feira (29) e acusa o governo chefiado pelo presidente Donald Trump de “violar os direitos humanos ao modificar arbitrariamente a marcação de gênero de pessoas trans que constam em documentos oficiais de outros países”.

“Este ato oficial [de emitir o passaporte com gênero errado] desrespeita sua condição de parlamentar, no exercício diplomático de suas atividades políticas, e sua identidade como mulher trans negra, além de agravar sua exposição à discriminação institucional e à violência transfóbica, escancara uma violação sistemática de um grupo específico por parte do governo americano”, diz o texto.

Além desta, o grupo também protocolou uma outra ação pedindo medidas cautelares à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, para a “correção imediata do visto diplomático concedido a parlamentar para que conste na categoria ‘sexo’ o gênero feminino”.

Pelas redes sociais, a parlamentar afirmou que se os Estados Unidos “quiserem desrespeitar esses acordos e a inviolabilidade diplomática de representantes estrangeiros em vista a mecanismos internacionais sediados no próprio país, que assumam isso abertamente. De preferência, por escrito”.

Dentre os parlamentares que assinaram a representação estão o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a deputada nacional do Chile, Emilia Schneider e a senadora do Uruguai, Bettiana Díaz.

Por: CNN Brasil.
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