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Na capital, professores paralisam atividades e protestam por reajuste e melhorias

Por Redação Juruá em Tempo.6 de maio de 20252 Minutos de Leitura
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Professores e demais profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco realizam uma paralisação geral nesta terça-feira (6) e se concentram em frente à Prefeitura da capital, na Praça da Revolução, para cobrar o atendimento de pautas que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), vêm sendo ignoradas pela gestão municipal desde o ano passado.

De acordo com a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, o principal ponto da manifestação é a reposição do Piso do Magistério e o reajuste inflacionário dos servidores, demandas que já vêm sendo negociadas há dois anos. “Até agora não tem resposta. O que disseram é que vão esperar o relatório do quadrimestre das finanças da Lei de Responsabilidade Fiscal, no dia 31 de maio. Mas esses quatro pontos que estamos cobrando não incidem na LRF. O que falta é o prefeito querer pagar”, declarou.

Além dos reajustes salariais, os manifestantes também reivindicam auxílio-alimentação para servidores efetivos, auxílio-saúde para aposentados, reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e pagamento da hora-atividade dos professores. “Tem professor que deveria ter um terço da carga horária reservado para planejamento e isso não está sendo cumprido”, afirma Rosana.

A sindicalista também denunciou a precariedade nas escolas municipais. “Falta merenda, material didático, transporte escolar e até agora, dois meses após o início do ano letivo, muitos materiais ainda não chegaram à maioria das escolas”, relatou. Segundo ela, o problema atinge tanto escolas da zona urbana quanto da zona rural de Rio Branco.

Apesar de manter um canal de diálogo com o atual secretário de Educação, Alysson Bestene, Rosana afirma que a decisão final sobre as reivindicações está nas mãos do prefeito.

A paralisação desta terça é um ato de advertência. Ainda nesta manhã, a categoria deve deliberar sobre o indicativo de greve. Caso os pedidos não sejam atendidos, um edital de convocação para greve poderá ser publicado nos próximos dias, seguindo os trâmites legais.

Por: AC24horas.
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