Início / Versão completa
Política

Nikolas Ferreira recorre contra condenação por discurso transfóbico

Por Metrópoles. 27/05/2025 16:32
Publicidade

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) recorreu contra a sentença da 12ª Vara Cível de Brasília que o condenou a pagar R$ 200 mil em indenização por dano moral coletivo.

Publicidade

A condenação é referente ao episódio no qual Nikolas Ferreira usou peruca amarela, se apresentou como “deputada Nikole” e fez discurso considerado transfóbico, na Câmara dos Deputados.

Em recurso apresentado nessa segunda-feira (26/5), a defesa de Nikolas Ferreira pede a reforma da sentença para absolvê-lo. Segundo os advogados, o discurso do deputado federal, “ainda que tenha sido, sob a ótica de alguns, ácido ou de mau gosto”, está amparado pela tutela da imunidade parlamentar.

Entenda

Publicidade

Os advogados do deputado pedem a reforma da sentença e a absolvição, com base na imunidade parlamentar.

“Destarte, por todo o exposto, dúvidas não pairam de que o discurso proferido pelo deputado Nikolas Ferreira de Oliveira, no púlpito da tribuna do Congresso Nacional, encontra-se amparado pela tutela da imunidade parlamentar que lhe fora conferida em razão do exercício do cargo, ainda que este tenha sido, sob a ótica de alguns, ácida ou de mau gosto”, diz trecho do recurso protocolado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

A defesa também citou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) segundo a qual o discurso de Nikolas Ferreira é abrangido pela imunidade parlamentar.

Lembre o caso

No Dia Internacional da Mulher, em 2023, Nikolas Ferreira disse, por exemplo, que “as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres”.

A Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh) entraram com a ação civil pública contra o parlamentar, no TJDFT. No processo, alegaram que Nikolas Ferreira cometeu crime de transfobia, fez discurso de ódio e incitação à violência contra a população LGBTI+.

Segundo a juíza Priscila Faria da Silva, da 12ª Vara Cível de Brasília, as falas de Nikolas ultrapassam os limites do direito à livre manifestação do pensamento e constituem “verdadeiro discurso de ódio”, na medida em que “descredibilizam a identidade de gênero assumida pela população transexual e insuflam a sociedade a fazer o mesmo”.

“A ausência de termos explicitamente ofensivos não desnatura o cunho discriminatório do discurso, evidenciado desde a utilização de uma peruca para escarnecer a transição de gênero por que passam os indivíduos transexuais até a propagação da ideia de que a existência de mulheres trans põe em risco direitos como a segurança e a liberdade de mulheres cisgênero”, afirmou a magistrada, que condenou Nikolas Ferreira ao pagamento da indenização, em abril de 2025.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.