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Professores cobram valorização e denunciam crise na educação de Guajará (AM)

Por Redação Juruá em Tempo.26 de maio de 20253 Minutos de Leitura
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No último sábado (24), professores da rede pública municipal de Guajará organizaram uma manifestação pedindo mais valorização, cumprimento das leis da educação e melhores condições de trabalho. O protesto aconteceu na praça em frente à Igreja São Francisco e contou com a presença de professores, pais de alunos e moradores que apoiam a causa.

Os professores estão baseando suas reivindicações em leis como a do Piso Salarial Nacional (Lei 11.738/2008), a LDB (Lei 9.394/1996) e o Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014). Eles pedem que o piso salarial seja respeitado, que a jornada de trabalho seja adequada, que as escolas tenham melhor estrutura, eleições para diretores e também mais acesso à saúde física e mental.

O professor Márcio Gleis Lourenço Silva disse que os educadores estão cansados de esperar por respostas: “Estamos reivindicando o piso salarial que já foi garantido por lei e que tem recurso federal assegurado. Além disso, não recebemos o PIS/PASEP e enfrentamos péssimas condições de trabalho. Já protocolamos pedidos de diálogo com a prefeitura e a Secretaria de Educação, mas nunca fomos atendidos”, relatou.

O supervisor pedagógico James Lima de Araújo contou que uma lei municipal reduziu a carga horária dos professores para 20 horas por semana, desrespeitando os contratos de 30 horas, contrariando a lei federal e causando prejuízos ao calendário escolar: “Os alunos estão sendo retirados da sala de aula para que os professores possam fazer seus planejamentos, o que deveria ocorrer fora do horário letivo. Isso prejudica o aluno, que perde carga horária, e o professor, que perde parte do seu salário e dignidade profissional”, explicou James.

Ele também alertou que, com essa mudança, as escolas podem deixar de cumprir as 800 horas obrigatórias por ano, o que afeta a qualidade do ensino.

O presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Guajará, Jessé Martins, lamentou que a prefeitura não dialogue com os profissionais da educação: “Nossa pauta é baseada em leis. Não estamos pedindo privilégios, mas respeito. A prefeitura tem ignorado os nossos pedidos de conversa e se recusa a cumprir legislações que valorizam a educação. A luta não é só por salários, é por dignidade, por escolas funcionando com qualidade e por uma educação que beneficie todos os alunos do município”, declarou Jessé.

Pais de alunos também participaram do protesto. Pedro Ferreira, morador da cidade e pai de um aluno, criticou o descaso com a educação: “É revoltante ver as escolas em péssimas condições, sem merenda, sem ventilação e os professores sendo tratados com tanto descaso. Eu apoio essa luta porque sem professor valorizado não tem educação de qualidade. Isso não é só um problema deles, é de todos nós”, afirmou.

Os professores afirmam que novas mobilizações podem acontecer caso a prefeitura não apresente uma resposta. Eles continuam firmes na luta por seus direitos e por uma educação pública melhor no município.

Por: Ingrid Braga, dO Juruá em Tempo.
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