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Candomblé e umbanda registram crescimento no Acre, aponta Censo do IBGE

Por AC24horas. 09/06/2025 08:26
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Dados preliminares do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (6), indicam um aumento significativo da presença de umbanda e candomblé no Acre. Comparado a 2010, quando essas religiões representavam apenas 0,03% da população, o percentual subiu para 0,24% em 2022, um crescimento de 0,20 ponto percentual. Apesar de ainda serem minoritárias, as tradições afro-brasileiras ganham espaço em meio a uma transformação no cenário religioso do estado.

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O município de Senador Guiomard lidera com a maior proporção de adeptos, alcançando 0,49%, seguido por Rio Branco, com 0,41%. Outras cidades como Porto Acre (0,21%), Bujari (0,19%), Brasileia (0,14%), Cruzeiro do Sul (0,12%), Rodrigues Alves (0,1%), Plácido de Castro (0,1%), Sena Madureira (0,08%), Acrelândia (0,05%), Santa Rosa do Purus (0,04%) e Xapuri, Tarauacá, Mâncio Lima, Feijó e Epitaciolândia (todas com 0,03%) também registraram presença dessas religiões. Nos demais 7 municípios, não foram identificados adeptos de candomblé e umbanda, destacando uma concentração em áreas específicas do estado.

Esse crescimento ocorre em um contexto de mudanças religiosas no Acre. O censo revelou uma queda de 13 pontos percentuais entre os católicos apostólicos romanos, que passaram de 51,9% em 2010 para 38,9% em 2022 (266.329 pessoas), enquanto os evangélicos subiram de 32,6% para 44,4% (303.599), tornando-se a maioria. O grupo sem religião também aumentou, de 11,8% para 11,2% (76.608). Dentre as religiões de matriz africana, Senador Guiomard se destaca como o município com a maior proporção (0,5%), superando a média estadual.

Outras tradições também foram mapeadas: o espiritismo caiu de 2,3% para 1,8%, enquanto Santa Rosa do Purus lidera em adeptos de tradições indígenas (7,3%) e outras religiosidades (9,4%). Apesar do avanço modesto, o crescimento de umbanda e candomblé reflete uma diversificação cultural e religiosa no Acre, contrastando com a predominância evangélica e a redução católica observada no estado.

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