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EUA e China buscam prolongar trégua comercial em negociações em Londres

Por AFP. 09/06/2025 16:07
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Depois de uma reunião em Genebra há um mês, Estados Unidos e China iniciam nesta segunda-feira uma nova rodada de negociações em Londres para prolongar a trégua na guerra comercial, em um contexto no qual as tensões persistem entre as duas potências econômicas.

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Do lado americano, o presidente Donald Trump afirmou que a delegação será integrada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, pelo secretário do Comércio, Howard Lutnick, e pelo representante da Casa Branca para o Comércio (USTR), Jamieson Greer.

A delegação chinesa será liderada pelo vice-primeiro-ministro He Lifeng, como nas conversações na Suíça, informou o Ministério das Relações Exteriores.

“A reunião deve seguir muito bem”, disse Trump em uma mensagem na sua plataforma Truth Social.

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“Queremos que China e Estados Unidos aproveitem o impulso do acordo assinado em Genebra”, insistiu no domingo, em entrevista ao canal Fox News, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

O governo britânico informou que não participará nas negociações, mas que defende “o livre comércio”. “Já deixamos claro que uma guerra comercial não é boa para ninguém, então apoiamos as conversações”, declarou um porta-voz à AFP.

O encontro acontece após uma primeira conversa telefônica entre os presidentes americano e chinês na quinta-feira, que Trump classificou como “muito positiva”. Xi Jinping pediu ao homólogo americano para “corrigir o curso do grande navio das relações sino-americanas”, segundo a imprensa chinesa.

A reunião, no entanto, também acontece em um cenário de aumento das tensões, depois que Trump acusou Pequim de não respeitar o acordo para reduzir a crise assinado em Genebra.

“Queremos que a China aplique sua parte do acordo. E é isso que nossa equipe pretende discutir em Londres”, destacou Leavitt.

Na Suíça, após dois dias de negociações, Washington aceitou reduzir as tarifas sobre os produtos chineses de 145% para 30%, em troca de uma medida similar por parte de Pequim, de 125% para 10% sobre os produtos americanos, durante um período de 90 dias.

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