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Política

Reação de Lula a tarifas de Trump é aprovada por 44,8% dos brasileiros, diz Atlas

Por Estadão. 15/07/2025 07:37
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A reação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 50% todas as exportações brasileiras ao país foi considerada adequada para 44,8% dos entrevistados em pesquisa divulgada por Atlas e Bloomberg nesta terça-feira, 15.

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Para 27,5%, a reação foi agressiva e, para 25,2%, fraca. Outros 2,5% não souberam responder.

O instituto ouviu 2.841 brasileiros com 16 anos ou mais por meio de recrutamento digital aleatório (entenda aqui o método). A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre os entrevistados, 60,2% afirmaram aprovar a política externa de Lula e 61,1% consideram que o petista representa o Brasil melhor do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no cenário internacional.

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Ação e reação

Trump mirou sua artilharia tarifária no Brasil em 10 de julho, quando anunciou que todos os produtos brasileiros exportados aos EUA seriam sobretaxados em 50% a partir de 1º de agosto. Na carta, o americano citou Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente, réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, é vítima de “caça às bruxas” do Judiciário brasileiro.

Nos dias que sucederam o anúncio, em reação ao republicano, Lula disse que nenhum chefe de Estado poderá interferir na soberania brasileira e prometeu, mais de uma vez, aplicar a Lei da Reciprocidade Comercial. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também mencionaram a legislação em carta.

Com repercussão majoritariamente negativa em setores como o agronegócio e a indústria, pelo potencial negativo da medida para a economia nacional, aliados de Bolsonaro atuaram para descolar o tarifaço do ex-presidente e atrelá-lo ao petista. Dias depois, Trump prometeu conversar com Lula “em algum momento”.

Na segunda-feira, o mandatário brasileiro assinou um decreto para regulamentar a Lei da Reciprocidade. O texto não menciona os EUA, mas autoriza o Palácio do Planalto a tomar medidas reativas a decisões de nações estrangeiras.

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