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Política

Damares pede “perdão” ao PT por não ter acreditado em ataques a Moraes

Por Metrópoles. 08/08/2025 09:17
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De forma irônica, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu “perdão” ao Partido dos Trabalhadores (PT) por não acreditar na sigla quando criticaram a indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes à Corte em 2017.

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Segundo a parlamentar, os conservadores não acreditaram quando petistas como a ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann e o ex-deputado Jean Wyllys foram contra a indicação de Moraes ao STF, feita pelo ex-presidente Michel Temer.

“Eu quero encerrar, em nome dos conservadores, pedindo perdão ao PT. Quero fazer esse registro público. Quero também pedir perdão à ministra Gleisi [Hoffmann]. Queremos pedir perdão ao ex-deputado Jean Wyllys, ao senador Randolfe [Rodrigues] e aos acadêmicos, que, durante a sabatina do Alexandre de Moraes, avisaram a nós que ele era um tirano. Nós, conservadores, não acreditamos”, disse Damares.

A senadora declarou que os conservadores erraram, mas agora “estão abrindo os olhos”.
A declaração foi dada na última quarta-feira (6/8), em entrevista coletiva da oposição no Senado.

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Como o Metrópoles mostrou, na época da sabatina de Moraes no Senado, Gleisi afirmou que o ministro era uma ameaça à democracia no Brasil e o acusou de perseguir opositores.

“O indicado (Moraes) é um militante partidário convicto, aliás, com posicionamentos externados, e filiado (ao PSDB). Nós temos posicionamentos até de perseguição política por parte do indicado (Moraes) em relação ao PT”, disse Gleisi, à época senadora, durante o processo de sabatina. “Reiteramos aqui a preocupação com seus posicionamentos no Supremo, especialmente em relação à democracia”, prosseguiu.

Oito anos depois, Gleisi mudou totalmente sua posição e hoje milita em apoio ao ministro – alvo de sanções do governo Donald Trump acusado de perseguir políticos de direita, em especial o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Impeachment de Moraes
Nessa quinta-feira (7/8), a oposição conseguiu 41 assinaturas e entrou no Senado com um pedido de impeachment contra o ministro. Em um esforço concentrado após Moraes determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro, a oposição buscou nos últimos dias as assinaturas necessárias para protocolar o pedido.

Com isso, os líderes da oposição anunciam nesta manhã o fim da obstrução aos trabalhos do Senado e da ocupação da Mesa Diretora. Agora, os parlamentares ligados a Bolsonaro vão se concentrar em pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a iniciar esse processo de impeachment contra Moraes. A decisão cabe a ele.

Caso o senador Davi Alcolumbre aceite iniciar o processo de impeachment de Moraes, para que o impedimento ocorra de fato, são necessários os votos de 54 senadores, dois terços do total de 81.

Alcolumbre, porém, disse ao colégio de líderes que não pautará o impeachment do ministro nem se todos os integrantes da Casa assinarem o requerimento.

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