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Justiça italiana determina que Carla Zambelli continue na prisão

Por Redação Juruá em Tempo.14 de agosto de 20253 Minutos de Leitura
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O Tribunal de Apelações de Roma, na Itália, determinou nesta quarta-feira, 13, após audiência de custódia, que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deve seguir presa na penitenciária feminina de Rebibbia, localizada na capital italiana.

De acordo com o “UOL”, será feita uma avaliação médica da parlamentar em 22 de agosto a pedido da defesa da deputada e uma nova audiência deve ser realizada em 27 de agosto. Carla Zambelli alegou ter passado mal ao chegar no tribunal e recebeu atendimento, mas disse que poderia participar da sessão.

A defesa da deputada alega que ela não deve ser mantida presa por motivos de saúde. Os advogados afirmam que Zambelli padece da síndrome de Ehlers-Danlos, uma doença que provoca frouxidão nos músculos e articulações.

A Justiça italiana deve decidir se Zambelli responderá ao processo de extradição presa ou em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.

A parlamentar foi presa em Roma no dia 29 de julho após passar dois meses foragida no país. Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão por ter coordenado um ataque hacker contra o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Após a prisão, Zambelli prestou depoimento na Itália e optou pelo processo de extradição, que deve levar um ano e meio a dois anos, em vez de retornar por conta própria ao Brasil.

Extradição de Carla Zambelli

Carla Zambelli, que tem cidadania italiana, foi para o país para evitar ser presa pela invasão do sistema do CNJ para emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações, o ataque hacker foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Quando foi para Itália, Zambelli declarou que era “intocável” no país europeu e que, por ser cidadã italiana, não poderia ser extraditada ao Brasil. Dois dias antes da prisão, a deputada publicou um vídeo em seu perfil reserva no Instagram no qual disse que estava vivendo como “exilada política” na Itália.

Além do ataque hacker, Zambelli é ré no STF por perseguição armada nas eleições de 2022. No início do mês, o ministro Gilmar Mendes determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) inclua o inquérito no pedido de extradição da deputada.

A ação ainda em curso foi aberta após a deputada ser filmada sacando uma arma e apontado para um homem no meio da rua em São Paulo. Inicialmente, ela alegou que o homem a teria agredido, o que foi descartado pelos investigadores.

Outro processo contra Zambelli é o de cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados, que deve ser votado ainda neste semestre. Já foram definidas as diligências que serão realizadas, mas ainda não há data marcada para as reuniões. A fase de instrução probatória inclui a oitiva da deputada, que será realizada por videoconferência, e de testemunhas.

*Com informações do Estadão e da Ansa

Por: Isto É.
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