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5 empresários do AC são presos na operação da PF contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro; veja quem são

Por A Gazeta do Acre. 15/09/2025 14:31
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Cinco empresários com atuação no Acre foram presos nesta segunda-feira, 15, pela Polícia Federal, suspeitos de integrar um esquema interestadual de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação faz parte da Operação Inceptio, que teve início em Rio Branco e se estendeu a outros sete municípios em seis estados.

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Entre os detidos estão os irmãos John Müller, Mayon Ricary e Marck Johnnes Lisboa, além dos sócios André Borges e Douglas Henrique Silva da Cruz. O grupo é conhecido por promover eventos de grande porte e atuar em áreas como construção civil, produção artística e gestão de casas noturnas.

John Müller Lisboa

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Apresenta-se nas redes sociais como educador físico, jornalista e freelancer audiovisual. Seu nome aparece vinculado à organização de festas e produções culturais no estado.

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Mayon Ricary Lisboa

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Engenheiro civil com atuação nas áreas de orçamento, planejamento e execução de obras. Segundo a investigação, teria papel na estrutura empresarial usada para movimentar recursos ilícitos.

Marck Johnnes Lisboa

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Diretor da Inove Eventos, empresa responsável por trazer grandes atrações musicais ao Acre. Está associado a marcas como Villa Privilege, Vitrinne Clubb e Good Trip, todas ligadas ao setor de entretenimento. No momento da prisão, estava em Porto Velho (RO). Sua empresa havia anunciado a apresentação do DJ Alok em Rio Branco, prevista para 3 de outubro, na Arena da Floresta.

Douglas Henrique da Cruz

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Empresário com atuação direta na Expoacre 2025, por meio das empresas Moon Club RB DHS da Cruz Sociedade LTDA e DHS da Cruz Sociedade LTDA. Essas firmas foram responsáveis pela venda de camarotes e contratação de artistas para o evento. Preso em Rio Branco, é apontado como um dos operadores logísticos do grupo investigado.

André Borges

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Administrador de empresas e sócio de empreendimentos como Maison Borges Eventos e Vegas Poker Club. Atua como produtor de eventos e figura com frequência em publicações sobre festas e camarotes privados. Foi preso na Bahia. Segundo a PF, está entre os responsáveis pela movimentação financeira do grupo, que usava empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.

Denúncia
Segundo a PF, o grupo é suspeito de enviar grandes carregamentos de droga a partir do Acre para o Nordeste e o Sudeste. O dinheiro obtido com o tráfico era movimentado por meio de contas bancárias, criptoativos e empresas de fachada. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 130 milhões em contas e o sequestro de bens avaliados em R$ 10 milhões.

A defesa dos irmãos Lisboa e de Douglas Henrique divulgou nota afirmando que os clientes estão à disposição para colaborar com as investigações e que confia na apuração rigorosa e imparcial dos fatos pela PF e pelo Poder Judiciário. Até o momento, não há manifestação oficial da defesa de André Borges.

Os investigados devem responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação segue em andamento com desdobramentos em outros cinco estados do país: Rondônia (Porto Velho), Minas Gerais (Ubá), Bahia (Camaçari, Ilhéus e Salvador), Paraíba (Cabedelo) e São Paulo (Capital).

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