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Bebê de mulher linchada e morta continua desaparecida e pai se recusa a falar do assunto

Por Redação Juruá em Tempo.23 de setembro de 20254 Minutos de Leitura
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Um caso complexo e envolto em mistérios continua a intrigar as autoridades e a população do Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, Acre. A pequena Cristina Maria, de aproximadamente 8 meses, permanece desaparecida desde março deste ano, enquanto sua mãe, Yara Paulino da Silva, de 28 anos, foi brutalmente assassinada após rumores de que teria matado a própria filha. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revelam um cenário de subnotificação, conjecturas e lacunas que dificultam a resolução do caso.

Segundo o delegado Alcino Júnior, responsável pelo caso, o desaparecimento de Cristina Maria só veio à tona após o assassinato de Yara, ocorrido no Conjunto Cidade do Povo. “A gente teve um delay muito grande entre o desaparecimento e a notícia do fato. Se a Yara não tivesse sido morta, ninguém nunca ia saber do desaparecimento porque ele não tinha sido notificado”, afirmou o delegado em entrevista ao ac24horas.

A ausência de registro civil da criança à época do sumiço complicou ainda mais as buscas, já que Cristina Maria não possuía documentos oficiais, como certidão de nascimento.

Yara, antes de ser assassinada, informou a vizinhos que sua filha caçula havia desaparecido e acusou o ex-marido, Ismael Bezerra Freire, pai da menina, de tê-la levado sem permissão. A foto da bebê, descrita como branca, de olhos e cabelos castanhos, foi compartilhada em um grupo de mensagens do bairro com um pedido de informações.

No dia 26 de março, a Polícia Civil incluiu os dados de Cristina Maria na plataforma Amber Alert, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na tentativa de localizá-la.

Conjecturas e pistas inconclusivas

As investigações apontam para a possibilidade de que Cristina Maria tenha sido “doada” ou entregue a terceiros, uma hipótese levantada pelo delegado Alcino Júnior. “A gente acredita que essa criança possa ter sido doada ou, de alguma maneira, concedida a terceiros e que a mãe poderia ter voltado atrás nessa decisão”, explicou. Ele destaca que a retirada da criança não parece ter sido um ato impulsivo, já que suas roupas e pertences também foram levados, sugerindo um planejamento prévio.

No entanto, essa teoria permanece como conjectura, sem confirmação em depoimentos. “Não foi comprovada a participação do pai no desaparecimento. Ele sempre fica em silêncio sobre isso, o que leva a gente a estranhar a reação dele, o comportamento”, afirmou o delegado.

Ismael Bezerra, que está preso preventivamente desde abril, junto com outras oito pessoas, é apontado como participante do assassinato de Yara. Segundo as investigações, ele esteve presente na casa onde Yara foi espancada e morta, consentindo com o linchamento, embora não haja provas de que tenha iniciado o boato de que ela teria matado a filha.

Subnotificação e omissões

Um dos aspectos mais intrigantes do caso é a demora em notificar as autoridades sobre o desaparecimento da criança. Yara não procurou a polícia nos quase 30 dias após o sumiço de Cristina Maria, optando por buscar ajuda de uma facção criminosa local. Ismael, por sua vez, também não registrou qualquer boletim de ocorrência, mesmo tendo ciência do desaparecimento. “O que leva a gente a estranhar é a maneira muito resiliente como ele trata esse assunto. Ele não procurou as autoridades, mesmo 30 dias depois”, destacou Alcino.

A ausência de registro civil da bebê no momento do desaparecimento reforça a complexidade do caso. “Ela foi registrada depois que a mãe morreu. Não é um desaparecimento ou um rapto comum”, frisou o delegado. A falta de documentação e de informações concretas dificulta o rastreamento da criança, que segue sem paradeiro.

Yara Paulino da Silva foi assassinada em março, após rumores de que teria matado a própria filha. A fake news, segundo o delegado, pode estar ligada ao suposto arrependimento de Yara em relação à entrega da criança, o que teria desencadeado sua morte. Ismael Bezerra e outras oito pessoas foram presos em uma operação da Polícia Civil, acusados de envolvimento no crime.

As investigações apontam que o linchamento de Yara começou na presença de Ismael, que não apenas consentiu, mas também não tomou providências para evitar o desfecho trágico.

Quase seis meses após o desaparecimento de Cristina Maria e o assassinato de Yara, as autoridades ainda buscam respostas. A investigação sobre a morte de Yara foi concluída, mas o paradeiro da bebê permanece desconhecido. A Polícia Civil segue rastreando pistas. “É um caso muito complexo. A criança sumiu com suas coisas, e ninguém notificou as autoridades na época. Só soubemos porque a mãe foi assassinada”, resumiu o delegado Alcino Júnior.

Por: AC24horas.
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