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Família de jovem encontrada morta em motel no Acre contesta versão inicial e fala em assassinato

Por Redação Juruá em Tempo.25 de setembro de 20252 Minutos de Leitura
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A morte de Rayza Emanuelle Oliveira Souza, de 26 anos, encontrada em um quarto de motel na Via Chico Mendes, em Rio Branco, na última quinta-feira, 18, segue envolta em dúvidas. A família da jovem, que tinha diagnóstico de bipolaridade e era acompanhada por profissionais de saúde mental, afirma acreditar que ela foi assassinada e cobra respostas das autoridades.

Segundo os parentes, a certidão de óbito emitida pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou causa inconclusiva, e o laudo definitivo deve sair em até 15 dias. “Depois disso, a polícia não nos procurou mais e nem passou nenhuma informação”, relatou uma tia, que pediu anonimato.

O delegado Leonardo Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que aguarda o laudo e informou que, a princípio, o corpo não apresentava sinais de violência. A família, no entanto, contesta: “A forma como ela foi encontrada, com o pescoço muito inchado, nos faz acreditar que houve estrangulamento”.

Rayza deixou dois filhos, de 3 e 9 anos, que já estavam sob a guarda da avó materna em razão dos surtos psiquiátricos da mãe. Parentes ressaltam que ela contava com apoio financeiro da família e rejeitam a versão de que vivia da prostituição.

O histórico de saúde mental da jovem e os episódios de surto, alguns ocorridos em locais públicos, dificultavam sua inserção no mercado de trabalho, embora tivesse formação em técnico de enfermagem e estivesse cursando Direito.

No dia da morte, Rayza disse à família que participaria de um curso de cuidador de idosos e que voltaria de carro por aplicativo. Testemunhas relataram que ela foi vista em uma parada de ônibus e que um homem teria entrado primeiro no motel, seguido por ela minutos depois. Para os familiares, esse detalhe reforça a suspeita de homicídio.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda o resultado da perícia para definir os próximos passos.

Por: Leandro Chaves, da Gazeta do Acre.
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