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Irã diz que apresentou proposta de programa nuclear ‘justa’ para evitar sanções

Por Redação Juruá em Tempo.19 de setembro de 20252 Minutos de Leitura
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O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta-feira (19) que apresentou uma proposta “justa e equilibrada” sobre seu programa nuclear às potências europeias, para evitar a reimposição de sanções da ONU contra a República Islâmica.

O Irã “apresenta uma proposta criativa, justa e equilibrada, que responde a preocupações legítimas e é mutuamente benéfica”, escreveu Araqchi na rede social X.

+ Conselho de Segurança da ONU votará sanções ao Irã por seu programa nuclear

A proposta foi apresentada na quinta-feira ao Reino Unido, França e Alemanha, agrupados sob a sigla E3, assim como à União Europeia (UE), afirmou o chanceler iraniano.

“Colocar essa ideia em prática pode ser rápido e pode conciliar as respectivas linhas vermelhas para evitar uma crise”, advertiu, considerando que “o Irã não pode ser o único ator responsável”.

O anúncio do ministro iraniano ocorre quando se espera que o Conselho de Segurança da ONU aprove nesta sexta-feira a reimposição de sanções contra Teerã.

Segundo fontes diplomáticas, o Irã não dispõe dos nove votos necessários para manter o status quo e impedir a reimposição das sanções antes do final do mês.

Os E3 são signatários do acordo internacional de 2015 (JCPOA) que prevê o controle das atividades nucleares iranianas em troca do levantamento das sanções impostas a Teerã.

O acordo tinha como objetivo impedir que o Irã adquirisse armas nucleares. As potências ocidentais e Israel, inimigo ferrenho de Teerã, suspeitam há muito tempo que a República Islâmica quer dotar-se desse tipo de armas, embora sempre tenha negado.

O pacto, no entanto, está suspenso desde a retirada unilateral dos Estados Unidos em 2018 sob a presidência de Donald Trump, e a reimposição das sanções contra a República Islâmica.

O Irã deixou de cumprir alguns compromissos, em particular os relacionados ao enriquecimento de urânio e ao acesso dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às suas instalações.

Por: AFP.
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