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Política

Lula diz esperar bom diálogo com Trump: ‘Se foi eleito, merece respeito’

Por Isto É. 24/09/2025 16:00
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 24, não ver motivos para um “momento de conflito” entre seu governo e o de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

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Fiz questão de dizer ao presidente Trump que temos muito a conversar (…) o que quero é uma pauta positiva entre Brasil e EUA, e tenho certeza de que isso é o que ele também quer”, declarou o petista a jornalistas em Nova Iorque, onde participa da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Na terça-feira, 23, o republicano disse que teve “excelente química” com o brasileiro no breve encontro que tiveram entre seus discursos na Assembleia e relatou ter acordado um encontro para a próxima semana.

Lula se disse satisfeito com a possibilidade de diálogo e acrescentou que a orientação ideológica “não está em jogo” em sua relação com outros chefes de Estado. “Se a pessoa foi eleita, merece meu respeito”.

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“Eu espero que sentado em uma mesa a gente possa reestabelecer a harmonia necessária entre o Brasil e os EUA“, afirmou o petista, que não descartou a hipótese de que o encontro com Trump seja público.

Dos ataques à química

Em discurso que sucedeu o de Lula, Trump citou as tarifas de 50% impostas sobre produtos brasileiros enviados aos EUA e afirmou que as autoridades brasileiras desrespeitam os direitos humanos e a liberdade. “As tarifas são uma resposta às tentativas de interferir nos direitos e liberdade de cidadãos americanos”, disse.

Os argumentos embasaram as sanções de seu governo contra autoridades brasileiras em reação ao processamento e condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por uma tentativa de golpe de Estado.

Além do tarifaço, os EUA revogaram vistos de ministros e enquadraram Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, na Lei Magnitsky. Durante a escalada do conflito diplomático, Lula e emissários disseram não ter conseguido contato com a Casa Branca e o presidente, como voltou a fazer na ONU, abraçou a defesa da soberania nacional.

Em meio às afirmações mais duras, Trump decidiu abrir diálogo com o brasileiro. “Não tivemos muito tempo para conversar, foram cerca de 20 segundos, mas ainda bem que eu esperei. Nós concordamos em nos encontrar na próxima semana. Ele [Lula] me pareceu um homem muito legal. Eu gostei dele, e ele gostou de mim. E eu só faço negócios com pessoas de quem eu gosto”, disse o republicano.

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