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‘Arrancaram a cabeça do meu sobrinho’, diz moradora do Complexo do Alemão

Por Redação Juruá em Tempo.30 de outubro de 20255 Minutos de Leitura
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A manicure Beatriz Nolasco afirmou que policiais teriam arrancado a cabeça do seu sobrinho, de 19 anos, durante a operação mais letal da história do Brasil nesta terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.

Cabeça de Yago Ravel Rodrigues foi arrancada e colocada em uma árvore, afirmou Beatriz. “[Ele foi] decapitado pelo Bope, Core. Não sei quem foi que fez isso com ele, sendo que meu sobrinho não tinha um tiro no corpo. Apenas arrancaram a cabeça dele e deixaram na mata”, detalhou a manicure, que vive no Complexo do Alemão há 15 anos.

Segundo a tia, Yago não tinha envolvimento com o crime. Ela afirmou, em entrevista ao UOL, que ele trabalhava como mototáxi e nunca havia sido preso. “O corpo de um lado e a cabeça dele pendurada em uma árvore”, lamentou. A reportagem não conseguiu confirmar a informação.

A manicure disse ainda que as autoridades não permitiram que os familiares procurassem os corpos. “A gente queria oferecer alguma ajuda, tinha muita gente viva na mata, policial dando tiro em cima de morador. A polícia entrou no Complexo do Alemão para fazer uma chacina”, denunciou.

Família descobriu que Yago estava morto após reconhecê-lo em um vídeo que circula nas redes sociais. “Eu fiquei sabendo da localização do corpo do Ravel por um vídeo rodando, quando um homem pegou a cabeça dele e colocou em um saco. Um morador, porque todo mundo se juntou para colocar os corpos em lençóis”, acrescentou Beatriz Nolasco.

Rabecões e familiares começam a chegar para identificação dos mortos e clima é de angústia. Parentes dos mortos enfrentam uma longa espera para fazer o reconhecimento dos corpos. Desde a manhã, eles estão sendo encaminhados para a sede do Detran, ao lado do IML do Centro, onde devem pegar uma senha e aguardar pelo atendimento. A Defensoria Pública montou uma estrutura e acompanha a situação junto aos familiares.

A moradora Aline Alves da Silva não tem notícias do irmão, Alessandro Alves da Silva. A família aguarda no Detran por informações na tentativa de localizar o corpo. A polícia civil do Rio de Janeiro, responsável pela perícia dos corpos, não deu previsão para conclusão do trabalho de reconhecimento dos corpos.

GOVERNO DO RIO CONFIRMA 119 MORTOS

Balanço da operação, segundo o governo, é de 119 mortos, sendo quatro policiais e 115 suspeitos. Policiais saíram às ruas do Rio nesta terça-feira (28) para colocar em prática o que se tornaria horas depois a operação mais letal da história do estado.

Operação Contenção foi realizada nos complexos do Alemão e da Penha contra o CV. Nove pessoas foram feridas a tiros, sendo três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.

Corpos estão com marcas de tiros na nuca e marcas de facadas, afirmou testemunha. Ao UOL, o comunicador Raul Santiago afirmou que a quantidade de corpos divulgados pelo governo está subnotificada. A reportagem viu que alguns dos cadáveres também estavam com tiros na testa.

Segundo o governo, 113 suspeitos foram presos e 10 adolescentes foram apreendidos. Mais de 90 fuzis, rádios comunicadores e toneladas de drogas foram apreendidas. Criminosos reagiram à operação com troca de tiros, segundo a Polícia Civil do Rio. Ao avistar os agentes, homens armados utilizaram drones para atacar.

OPERAÇÃO MAIS LETAL DA HISTÓRIA DO RIO

Maior chacina do Rio de Janeiro, disse cientista político que acompanha operações com uso de violência no estado. A declaração é do diretor do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania do Rio de Janeiro), Pablo Nunes. “Algo completamente sem precedentes, sem nenhum tipo de justificativa, talvez a operação mais irresponsável da história do Rio de Janeiro e mostra a total falência desse governo do Estado na área de segurança pública”, afirmou.

Número de mortos na operação Contenção superou o da ação policial na favela do Jacarezinho, em 2021. Em 6 de maio daquele ano, a incursão na comunidade na zona norte do Rio terminou com 28 pessoas mortas. “Essa operação é uma das mais letais da história do Rio de Janeiro”, afirmou ao UOL o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.
“Megaoperação amplia a já longa lista de operações megaletais, que podemos até chamar de massacres”, diz Nunes. Para o cientista político, as imagens da operação repetem as ações vistas anteriormente. “Tem produzido os mesmos resultados. A pergunta a se fazer é porque continuamos usando as mesmas estratégias?”

A megaoperação foi mal planejada, diz pesquisadora. Ao mobilizar 2.500 policiais para os Complexos do Alemão e da Penha, o governo do Rio deixou milhões de pessoas sem a proteção dos agentes, aponta Jacqueline Muniz, professora do Departamento de Segurança Pública da UFF (Universidade Federal Fluminense). “Você não viu integração com o Ministério Público Federal, com a Defensoria, com a Guarda Municipal para ajudar a população no desvio de rotas. Não teve nem uma central de crise.”

Por: FolhaPress.
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