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Bombardeio russo deixa centenas de milhares de ucranianos sem luz

Por Reuters. 21/10/2025 06:56
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Um bombardeio russo contra a infraestrutura de energia deixou centenas de milhares de pessoas na região de Chernihiv, na Ucrânia, sem energia e algumas sem água nesta terça-feira (21). Os reparos são lentos devido à ameaça persistente de ataques de drones, disseram autoridades.

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O Ministério da Energia informou que a capital regional, também chamada de Chernihiv, e a parte norte da província haviam perdido todo o fornecimento de eletricidade.

O ataque, que também teve como alvo a região vizinha de Sumy, no norte da Ucrânia, foi o mais recente em uma onda de bombardeios russos contra a rede de energia ucraniana antes do inverno.

A região de Chernihiv, que tinha população de pouco menos de 1 milhão de habitantes antes da guerra, foi atingida por ataques de drones e mísseis russos em sua infraestrutura de energia nas últimas semanas, causando apagões regulares e perturbando a vida cotidiana.

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“As equipes de emergência na região de Chernihiv não podem começar a trabalhar na restauração do fornecimento de energia devido aos ataques contínuos de drones russos”, disse o Ministério da Energia em comunicado no Telegram.

Ele acusou a Rússia de colocar drones em círculos sobre instalações danificadas para impossibilitar a realização de reparos e “prolongar deliberadamente a crise humanitária”.

O presidente Volodymyr Zelensky escreveu no Telegram, duas horas depois, que os reparos já estavam em andamento. “As táticas da Rússia são assassinar pessoas e aterrorizá-las com o frio”, disse ele.

“O presidente russo, Vladimir Putin, finge estar pronto para a diplomacia e as negociações de paz, enquanto, na realidade, esta noite a Rússia lançou um ataque brutal de mísseis e drones”, escreveu o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, no X.

“Muitas comunidades ficaram sem energia em meio às temperaturas frias do outono, algumas ficaram sem água.”

A Rússia tem atingido consistentemente as instalações de energia ucranianas desde o lançamento de uma invasão em grande escala da Ucrânia em 2022, sustentando que elas são um alvo militar legítimo na guerra.

*(Reportagem adicional de Daria Smetanko e Pavel Polityuk)

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