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Cozinheira é assassinada após recusar ordem do CV para envenenar policiais

Por Redação Juruá em Tempo.21 de outubro de 20252 Minutos de Leitura
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Uma tragédia abalou a cidade de Saboeiro, no interior do Ceará, na noite de sábado (18).

Antônia Ione Rodrigues da Silva, de 45 anos, conhecida como “Bira”, foi brutalmente assassinada dentro de sua residência, na frente de seus dois filhos, incluindo uma menina de apenas 12 anos.

Antônia foi aliciada por membros de uma facção criminosa local ligada ao Comando Vermelho (CV), que exigiram que ela envenenasse a comida destinada aos policiais militares.

Ela recusou a ordem, afirmando que não faria mal à polícia, mas apenas àqueles que “gostam de vagabundo”. Essa recusa resultou em ameaças e, posteriormente, em sua execução.

Na madrugada de sábado, quatro homens armados invadiram a casa de Antônia. Eles arrombaram a porta do quarto onde ela dormia com a filha e efetuaram disparos, além de utilizarem uma faca na ação. A criança, em estado de choque, sobreviveu sem ferimentos. Outro filho, que estava em outro cômodo, ouviu os gritos e os tiros, mas não pôde fazer nada.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou a prisão em flagrante de dois homens, de 20 e 21 anos, além da apreensão de um adolescente suspeitos de estarem envolvidos no homicídio. Durante os depoimentos, o filho da vítima revelou que o adolescente já havia ameaçado Antônia dias antes do crime. 

Policiais militares relataram que, em conversa anterior, Antônia havia afirmado que não envenenaria a comida dos policiais, declarando que faria mal apenas a quem “gosta de vagabundo, mas não à polícia”.

O assassinato de Antônia destaca a violência e o poder das facções criminosas no interior do Brasil, além de evidenciar a coragem de cidadãos que, mesmo diante de ameaças, escolhem o caminho da integridade.

A morte de Antônia, na frente de seus filhos, também levanta questões sobre a segurança e o apoio às famílias de profissionais de segurança pública, que frequentemente enfrentam situações de risco.

O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que busca esclarecer a autoria, motivação e possíveis mandantes do crime.

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Por: redação O Juruá em Tempo.
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