Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Mâncio Lima recebe cerca de R$ 146 mil da Política Nacional Aldir Blanc para fortalecer a cultura local
  • Prefeito Zequinha Lima faz vistoria técnica na área do Carnaval de Cruzeiro do Sul
  • Gestante é resgatada de helicóptero após estrada interditada por lama no Ramal do Tico, BR-364; veja vídeo
  • Corpo de mulher trans é achado decapitado e com 6 tiros na cabeça
  • Medicina, direito e psicologia lideram disputa do Prouni 2026 no Acre
  • Corpo de cão Orelha é exumado e perícia pode revelar novos detalhes sobre morte do animal
  • Mulher que matou a mãe por causa de corte de cabelo da filha vira ré
  • Acre entra em alerta para chuvas fortes e ventos de até 100 km/h no Carnaval
  • Piloto que espancou jovem em Brasília vira réu por homicídio doloso
  • Apenas Cruzeiro do Sul terá Carnaval no Vale do Juruá; público deve chegar a 40 mil pessoas
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
sexta-feira, fevereiro 13
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»COTIDIANO

‘Ele não precisava disso, mas a gente não tem como segurar’: mãe de jovem morto na operação do Alemão e da Penha espera há dois dias para ver o corpo do filho

Por Redação Juruá em Tempo.30 de outubro de 20254 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

No pátio do Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio, uma mãe segura firme a camisa preta que trouxe do Espírito Santo. É a mesma que pretende usar para cobrir o corpo do filho, ainda não liberado. Fabiana Martins está há mais de 48 horas em frente ao prédio, esperando para ver Fabian Alves Martins, de 22 anos, um dos 117 mortos na operação mais letal da história do Rio , ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital. O cadáver dele foi um dos retirados da região de mata conhecida como Vacaria. Segundo as autoridades de segurança cariocas, todos os mortos tinham envolvimento com o tráfico de drogas.

— Meu filho deve estar em decomposição e não me deixam vê-lo. Estou aqui desde ontem. Só queremos levar ele para casa — disse Fabiana, com a voz embargada.

O corpo de Fabian Alves Martins foi retirado da região de mata no Complexo da Penha — Foto: Reprodução

A família viajou de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, para o Rio assim que recebeu fotos e vídeos do corpo de Fabian. Segundo os parentes, o jovem foi morto com um tiro na nuca.

— O mal dele era ser muito fiel aos amigos. Eu não conheço esses amigos dele. Mas o Fabian era bobo, trabalhava, e a nossa família não precisa de dinheiro. Não somos ricos, mas também não precisávamos de nada — contou a mãe.

Fabian morava com os pais no Espírito Santo e trabalhava com forro de PVC na empresa Divilar Decorações, no estado capixaba. De acordo com parentes, ele tinha vindo ao Rio para visitar amigos e a namorada, que mora na Penha.

— Muito trabalhador, ele fazia de tudo naquela empresa. Aqui, conheceu a namorada e uns amigos que a gente nem sabe quem são, disse Eduardo, colega de trabalho do jovem.

Ao lado do marido, Marcelo Martins, e da filha, Fabiana tenta respostas. Mas, segundo ela, o processo de reconhecimento e liberação dos corpos é lento e confuso.

— Meu filho está aqui já tem dois dias e ninguém nem deixa a gente reconhecer. Queremos levar ele pra casa, desabafou Marcelo.

Em frente ao IML, Fabiana se ajoelha por um instante e segura a camisa do filho contra o peito.

— Meu filho está pelado aí. Eu trouxe essa camisa para ele. Ele é meu filho! — gritou, chorando.

A mãe afirma ter recebido fotos e vídeos que mostram o corpo de Fabian entre os mortos levados para a praça da Penha na quarta-feira. Ela diz que o filho apresentava perfurações nas mãos e um tiro na nuca.

— Isso não é coisa de policial. Policial dá tiro na perna, não faz isso. Ele foi esfaqueado, deve ter sido pelos criminosos que estavam lá — disse.

Um representante do IML informou à família que o processo de reconhecimento pode levar até sete dias, devido ao estado dos corpos e à complexidade da operação.

33 dos 113 presos vieram de outros estados

De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, pelo menos 33 dos 113 presos durante a operação são de outros estados. Só para o Pará, a Justiça expediu cerca de 30 mandados de prisão.

A ação, que deixou 121 mortos — entre eles quatro policiais — foi planejada por cerca de 60 dias e teve como um dos diferenciais o chamado “muro do Bope”, estrutura que bloqueou as rotas de fuga pela mata entre as comunidades do Alemão e da Penha.

— Antes dessa operação, até o final de setembro, só a Polícia Civil havia apreendido 449 lideranças de fora do estado em cerca de um ano, fora a Polícia Militar, que também prendeu centenas — afirmou Curi.

Segundo ele, o dado reforça que parte dos integrantes do Comando Vermelho no Rio veio de fora do estado para reforçar a atuação da facção na capital.

Os números da operação

  • 118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver
  • 14 artefatos explosivos apreendidos
  • 113 presos
  • 10 adolescentes apreendidos
  • quatro policiais mortos
  • 13 policiais feridos
  • 117 pessoas mortas, todas apontadas como suspeitas de tráfico pela polícia
Por: O Globo.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.