Início / Versão completa
Últimas Notícias

Brasileira intoxicada por metanol começa a recuperar a visão

Por portal 'Só Notícia Boa'. 04/11/2025 06:56
Publicidade

A designer de interiores brasileira Radharani Domingos, de 43 anos, começou a apresentar melhora na visão após ter sido intoxicada por metanol na bebida alcoólica consumida em um bar de São Paulo. Após ficar em coma e 15 dias internada, Radharani contou que tem conseguido enxergar novamente, ainda que de forma limitada.

Publicidade

Ela consumiu bebida adulterada com metanol nos Jardins, na Zona Oeste da capital paulista. O tratamento, conduzido por um neuro-oftalmologista, tem ajudado a restaurar parte da capacidade visual que havia sido comprometida pela substância tóxica.

A recuperação traz esperança tantos casos semelhantes ao de Radharani. Foram  59 casos confirmados e 7 mortes em 5 estados e no Distrito Federal, até o dia 29 de outubro.

Recuperação gradual da visão

Publicidade

Em entrevista à TV Globo, Radharani relatou que o processo de recuperação tem sido lento, mas constante. Segundo ela, ainda há uma espécie de “neblina” na visão, mas já é possível distinguir formas e diferenças entre objetos e cores.

“É uma visão escura, nebulosa. Parece que tem uma neblina, mas vejo que está melhorando um pouquinho a cada dia. Já consigo perceber que há um móvel, o sofá, e que têm cores diferentes. Está melhorando devagar, mas está melhorando. Isso para mim é um alívio gigante”, afirmou.

A melhora tem sido acompanhada por médicos especialistas, que seguem avaliando a evolução do quadro. Apesar de ainda não haver previsão de recuperação total, o avanço é considerado um sinal positivo, já que casos de intoxicação por metanol costumam deixar sequelas graves e permanentes.

Intoxicação grave e risco de morte

O laudo médico apontou que o corpo de Radharani apresentava quatro vezes mais metanol do que o suficiente para causar coma profundo ou morte. A concentração urinária era de 415,90 mg/l,  níveil que, segundo especialistas, supera com folga o limite de segurança.

De acordo com médicos consultados pelo portal g1, valores acima de 100 a 150 mg/l já representam risco elevado de lesão cerebral e falência de órgãos.

O metanol é um álcool de uso industrial, encontrado em solventes e produtos de limpeza. Quando ingerido, é transformado pelo fígado em compostos tóxicos que afetam o sistema nervoso, podendo causar cegueira, insuficiência renal, falência pulmonar e até a morte.

Pedido por justiça e fiscalização

Mesmo diante da recuperação, Radharani demonstrou preocupação com a falta de avanços na investigação sobre o caso. Ela cobra mais rigor das autoridades e responsabilidade dos estabelecimentos que vendem bebidas ao público.

“A gente não pode sair para tomar uma caipirinha e quase morrer. É preciso saber que o local onde se consome algo é responsável pelo que oferece e que as autoridades estão fiscalizando isso”, destacou.

A designer reforçou que a experiência serviu como alerta e que espera uma resposta firme sobre o ocorrido. O caso segue em apuração, e as autoridades investigam a origem das bebidas adulteradas que causaram a intoxicação.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.