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Home»COTIDIANO

Criança indígena é vítima de estupro coletivo e crime é filmado em Juruá

Por Redação Juruá em Tempo.26 de novembro de 20253 Minutos de Leitura
A grayscale shot of a child stopping with his hand
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Uma criança indígena de 12 anos, da etnia Kulina, foi vítima de um estupro coletivo que teria sido cometido dentro da própria comunidade indígena, na região do município de Juruá (a 674 quilômetros a oeste de Manaus). Nas redes sociais, o delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), confirmou que o crime foi filmado enquanto a criança gritava e implorava por socorro.

Nas redes sociais, o delegado Mavignier detalhou a barbaridade do ato, afirmando que o estupro coletivo foi praticado por indivíduos da mesma etnia da vítima.

“Esse ato criminoso e desumano aconteceu dentro da própria comunidade, praticado por outros indivíduos da mesma etnia,” disse o delegado.

O que agrava a situação é a informação de que os criminosos teriam filmado toda a ação, e enquanto a vítima gritava e implorava por socorro, eles riam. O delegado Mavignier relatou o impacto das imagens.

“As imagens são tão fortes que eu, como policial e como pai, fiquei extremamente abalado e revoltado. O que foi feito com essa criança é inaceitável. É uma afronta à dignidade humana.”

Diante da gravidade da situação, o delegado informou a população de Juruá sobre a mobilização imediata das forças de segurança.

“Eu informo a população de Juruá que o delegado Célio Lima já montou equipes da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, as quais estão em diligências para resgate dessa vítima, coleta de provas, identificação e prisão ou apreensão desses indivíduos criminosos.”

Mavignier fez questão de ressaltar a posição institucional de enfrentamento a esse tipo de crime, independentemente do local.

“Eu quero deixar algo muito claro para toda a população, inclusive para as comunidades indígenas. A nossa posição é de zero tolerância à violência contra mulheres e crianças, seja na cidade, zona rural ou em territórios indígenas. Cultura nenhuma justifica brutalidade. Tradição nenhuma justifica abuso. Isso é desumano, isso é anibalesco e não será tolerado por nós. Vamos fazer tudo o que for preciso para fazer justiça por essa criança.”

Ao final de sua declaração, o delegado fez uma reflexão sobre a legislação brasileira para crimes contra menores, especialmente se os abusadores forem adolescentes:

“Se esses abusadores forem menores de idade, o que a lei prevê hoje não é prisão, apenas internação por tempo limitado. Isso é justo? Isso protege a sociedade? Isso protege outras crianças? Já passou da hora de o Brasil começar a discutir com mais seriedade se as leis estão de fato protegendo as vítimas ou protegendo os agressores.”

Por: redação O Juruá em Tempo.
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