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Rio Juruá se torna rota estratégica para tráfico de armas e drogas

Por Redação Juruá em Tempo.21 de novembro de 20252 Minutos de Leitura
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Um novo relatório do Fórum Nacional de Segurança Pública (FNSP) mostra como facções criminosas têm ampliado sua presença na Amazônia e ajustado suas rotas para escapar das ações de fiscalização. Conforme o documento, essas organizações vêm reorganizando seus caminhos e métodos de transporte para manter o controle das áreas onde atuam.

No Acre, o Comando Vermelho (CV) continua exercendo forte influência, sobretudo nas rotas fluviais usadas para o tráfico de drogas. A facção domina rios que se conectam ao Solimões, entre eles o Rio Juruá, que se tornou um dos principais corredores para o envio de entorpecentes.

“As facções têm diversificado suas estratégias de transporte e controle territorial. O Comando Vermelho (CV) mantém hegemonia nas rotas fluviais, especialmente no eixo do rio Solimões, em articulação com a produção peruana e os cartéis colombianos”, ressalta trecho da pesquisa.

De acordo com o estudo, o CV tem ampliado sua estrutura logística, utilizando desde embarcações regionais até lanchas rápidas e submersíveis. Além disso, a facção segue recrutando “mulas” humanas para transportar drogas vindas do Peru e da Colômbia até grandes portos do Norte, como Manaus, Santarém, Belém e Macapá.

Paralelamente, o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem adotado outro tipo de rota. O relatório indica que a facção paulista passou a usar com mais frequência trajetos aéreos irregulares, operando em pistas improvisadas dentro de garimpos ilegais e áreas de preservação, o que torna a identificação desses voos ainda mais difícil para as forças de segurança.

Outro ponto mencionado é o fortalecimento da rota marítima que passa pelo Suriname. Pequenos barcos e embarcações de pesca estão sendo usados para ligar estados como Amapá e Pará ao tráfico internacional, ampliando o alcance do crime na região costeira da Amazônia.

“Essas rotas demonstram a capacidade das organizações em adaptar-se às ações de repressão e fiscalização, deslocando operações conforme o nível de controle das forças de segurança”, explica o estudo.

O FNSP conclui que essa flexibilidade das facções facilita a expansão para áreas de fronteira, comunidades distantes e regiões com grande quantidade de recursos naturais, ampliando a influência do crime organizado na região.

Por: Ingrid Braga, dO Juruá em Tempo.
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