Os primeiros dias de 2026 apresentam números preocupantes em relação a violência no trânsito do Acre. Em apenas 10 dias, três pessoas morreram em acidentes registrados em rodovias e vias urbanas do estado, além de diversos feridos graves e ocorrências marcadas por imprudência e fuga sem prestação de socorro.
Em apenas 10 dias, três pessoas morreram em acidentes/Foto: Reprodução
A terceira morte confirmada em 2026 ocorreu na tarde da última quinta-feira (8), na BR-364, em Rio Branco. O motociclista Edno Nazareno de Oliveira Barroso, de 50 anos, morreu após se envolver em um grave acidente com um caminhão boiadeiro. Chovia no momento da colisão, e a vítima morreu ainda no local.
De acordo com as informações apuradas, Edno trafegava no mesmo sentido do caminhão, no trecho centro–bairro, quando colidiu contra a lateral do veículo, perdeu o equilíbrio e acabou caindo debaixo do caminhão. O Samu confirmou o óbito e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Familiares informaram que Edno trabalhava como motorista de aplicativo, retornava para casa, no bairro Belo Jardim I, e deixou esposa e três filhos.
Edno trabalhava como motorista de aplicativo/Foto: Reprodução
Antes disso, outras duas mortes já haviam sido registradas nos primeiros dias do ano. No dia 1º de janeiro, um grave acidente foi registrado na BR-364, no km 12, entre Sena Madureira e Manoel Urbano. A vítima foi identificada como Thiago de Farias Pinheiro, de 23 anos, que morreu após o veículo em que estava capotar várias vezes e parar em uma ribanceira. O carro ficou quase totalmente destruído, com o motor arrancado devido à força do impacto. Dois outros ocupantes foram socorridos e encaminhados ao Hospital João Câncio Fernandes, sem risco de morte. As causas do acidente estão sendo investigadas pela PRF.
Colisão ocorreu na manhã desta quinta-feira (1º), no km 12 da rodovia; sobreviventes têm 21 anos e um deles será transferido para Rio Branco/Foto: Reprodução
A outra morte ocorreu na Avenida Chico Mendes, em Rio Branco. O motociclista Eliezer Clemente dos Santos, de 65 anos, morreu após se envolver em uma colisão com uma caminhonete. Ele tentou uma ultrapassagem, perdeu o controle da motocicleta e acabou sendo atropelado pelo próprio veículo envolvido no acidente. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pelo Samu, o óbito foi confirmado ainda no local.
O motociclista Eliezer Clemente dos Santos, de 65 anos, morreu após se envolver em uma colisão com uma caminhonete/Foto: ContilNet
Além das mortes, o início de 2026 também foi marcado por uma série de acidentes com feridos graves. Na Avenida Getúlio Vargas, um motociclista ficou ferido após um acidente na noite da sexta-feira (9), causando interdição parcial da via. Já na Avenida Antônio da Rocha Viana, um professor de 52 anos sofreu traumatismo cranioencefálico gravíssimo após ser atingido por outro motociclista que realizou uma conversão proibida e fugiu sem prestar socorro.
O professor de 52 anos sofreu traumatismo cranioencefálico gravíssimo/Foto: ContilNet
Outro caso ocorreu no bairro Bosque, onde um jovem de 22 anos sofreu uma grave lesão no pé após um carro avançar a preferencial e fugir do local sem prestar assistência. Em várias dessas ocorrências, os responsáveis ainda não foram identificados.
O jovem sofreu lesão grave no pé/Foto: ContilNet
Os números registrados em 2026 ganham ainda mais relevância quando comparados aos dados oficiais dos anos anteriores. Segundo a Coordenadoria de Engenharia e Estatística de Trânsito (CEET), o Acre registrou 6 mortes no trânsito em janeiro de 2025 e 9 em 2024.
No acumulado de todo o ano de 2025, o estado contabilizou 80 mortes em sinistros de trânsito, abaixo do registrado em 2024, quando foram 91 vítimas fatais. Apesar da redução no último ano, os dados dos primeiros dias de 2026, com três mortes em menos de duas semanas, reforçam o alerta para o início do ano, período tradicionalmente marcado pelo aumento no fluxo de veículos nas rodovias vias urbanas do estado.

