Considerada a “primeira-dama” da facção criminosa Comando Vermelho, Yoshodara da Silva, investigada, está entre as 15 pessoas presas durante a “Operação Casa Maior”, deflagrada na semana passada com foco no enfrentamento às ações da facção criminosa no Acre.
Até o momento, a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) não divulgaram oficialmente a lista completa das lideranças presas na operação. No entanto, alguns dos investigados já eram conhecidos das forças de segurança e da imprensa local.
Entre eles estão Piter Santos de Souza, apontado pelas investigações como liderança da região da Vila Acre, Projeto Benfica e áreas adjacentes, e Saulo da Silva Feitosa, investigado por atuação no bairro Seis de Agosto e entorno. Piter havia sido preso no ano passado por crime de tortura e, posteriormente, colocado em liberdade.
A prisão de Yoshodara da Silva ganhou destaque por ela ser apontada pelos investigadores como a chamada “primeira-dama” do Comando Vermelho no Acre, por ser esposa de Railan da Silva Santos, conhecido como “Marechal”, indicado como uma das principais lideranças da facção no estado.

Railan encontra-se atualmente preso em um presídio federal, após ter sido transferido em decorrência de uma rebelião no presídio Antônio Amaro Alves, em Rio Branco, episódio que resultou na morte de cinco detentos.
De acordo com as apurações, mesmo com o companheiro preso, Yoshodara continuava participando da articulação e do gerenciamento de ações da facção criminosa em diferentes regiões do Acre. Ela vinha sendo monitorada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPAC, e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil.
A Operação Casa Maior segue em andamento, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades à medida que o inquérito avance.