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Brasil tem 321 mil casos de estupro de vulnerável em sete anos

Por Redação Juruá em Tempo.26 de janeiro de 20263 Minutos de Leitura
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Entre os anos de 2019 e 2025, o Brasil registrou 321.413 vítimas de estupro de vulnerável. Em sete anos, foi registrado um aumento de 55,5%. O ano de 2025 bateu recorde no número de casos, com 57.329 vítimas — uma variação de 10,6% em relação ao ano passado, com 51.834.

As informações fornecidas pelo portal do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) evidenciam que, em média, cerca de 157 pessoas são vítimas do crime por dia.

No entanto, o número tende a aumentar, uma vez que Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo (incompleto) ainda não enviaram os dados referentes aos crimes de dezembro.

O Código Penal prevê que os crimes de estupro de vulnerável abrangem crianças e adolescentes de até 14 anos; pessoas que, por doença ou deficiência, não têm discernimento para a prática do ato; pessoas que, por alguma causa, não consigam oferecer resistência ao ato — como embriagadas, inconscientes ou sob efeito de drogas.

Os últimos anos foram marcados por um padrão de crescimento nos casos. O recorte com maior aumento foi entre 2021 e 2022, com 7.568 vítimas. Veja:

Brasil tem 321 mil casos de estupro de vulnerável em sete anos

Entre os estados, São Paulo lidera o ranking, com 77.354 casos, mesmo sem os dados de dezembro. Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul, com 28.831, e Minas Gerais, com 27.580 registros.

Vítimas por estado

Brasil tem 321 mil casos de estupro de vulnerável em sete anos

 

Maioria das vítimas são do sexo feminino

Meninas e mulheres correspondem à maioria das vítimas do crime. Nos últimos sete anos, elas corresponderam a 85,5%, um total de 274.889. Enquanto isso, sexo masculino totalizou 43.646 casos (13,5%). As vítimas que não tiveram o sexo identificado corresponderam à minoria, com 2.978 crimes (0,9%).

Casos em 2025

Um dos casos que marcou o ano de 2025 ocorreu em outubro, no Distrito Federal. O dono de uma distribuidora foi preso após abusar sexualmente de um homem portador de deficiência intelectual e esquizofrenia.

O autor atraiu a vítima para dentro do estabelecimento e a forçou a praticar diversos atos sexuais contra sua vontade por um período de, aproximadamente, cinco horas.

Segundo o relato, para uma psicóloga de uma instituição que atende pessoas com deficiência, o comerciante prometou um pagamento de R$ 10 e usou um celular para gravar os atos.

Um outro caso que também gerou revolta foi do homem, de 83 anos, que abusou sexualmente de uma criança austista, de 12 anos. Com um aparelho celular, a vítima registrou o momento em que foi abusada enquanto o criminoso conversava com a mãe dela, que é deficiente visual; portanto, não percebeu o que estava acontecendo.

O vídeo foi publicado em uma rede social da mãe, o que fez com que ele chegasse ao conhecimento da polícia. O caso ocorreu em Anápolis (GO).

 

Por: Metrópoles

Por: redação.
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