A família do brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, 29, afirma que ele foi atraído por uma proposta para trabalhar como motorista na Rússia, mas ao chegar ao país foi obrigado a servir no Exército russo. Agora, os parentes buscam apoio do governo para trazê-lo de volta a Roraima, onde ele vivia com a mulher grávida e os três filhos pequenos.
De acordo com informações, a família denuncia que o brasileiro tenha sido vítima de um esquema de tráfico humano que o obrigou a servir no Exército Russo, sendo enviado para a zona de conflito na Ucrânia.
Marcelo, que deixou no Brasil três filhos pequenos e a esposa grávida, viajou para Moscou no dia 3 de dezembro. A viagem foi motivada por uma proposta feita por um suposto amigo brasileiro, com o suporte de uma empresa que atua como “assessoria” para estrangeiros na Rússia.
No entanto, poucos dias após o desembarque, a realidade se revelou drástica. Marcelo afirma ter sido forçado a assinar documentos em russo, idioma que ele desconhece totalmente.
Sem qualquer experiência militar anterior, o brasileiro foi enviado para treinamento na região ocupada de Luhansk, na Ucrânia. Em mensagens esporádicas enviadas à família, ele afirma estar impedido de sair e que é mantido sob vigilância das forças militares.
O Itamaraty confirmou que a Embaixada do Brasil em Moscou já está ciente do caso e presta a assistência consular cabível. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, existe um processo em andamento para tentar viabilizar o retorno de Marcelo ao Brasil, embora a situação seja complexa devido ao contrato militar assinado em solo estrangeiro.
Autoridades brasileiras reiteram o perigo de aceitar propostas de trabalho em regiões sob lei marcial, onde o suporte jurídico é extremamente limitado.

