Com previsão de alta hospitalar para esta quinta-feira (1º), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que ele permaneça internado até que seja analisada a solicitação de prisão domiciliar humanitária. O requerimento foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.
Os advogados pedem que Bolsonaro não seja reconduzido à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses, enquanto o STF não se pronunciar de forma definitiva sobre o pedido de domiciliar.
Segundo a defesa, a medida busca preservar a saúde do ex-presidente diante de um quadro clínico considerado delicado e ainda em acompanhamento.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde o dia 24 de dezembro, inicialmente para tratamento de uma hérnia inguinal bilateral. No entanto, durante a internação, ele passou por quatro procedimentos cirúrgicos em cerca de uma semana.
Entre as intercorrências relatadas estão crises persistentes de soluço, além de exames que apontaram esofagite, gastrite e episódios de elevação da pressão arterial.
No pedido encaminhado ao STF, a defesa argumenta que uma eventual transferência imediata para o regime fechado, logo após a alta médica, poderia ocorrer em condições incompatíveis com a recuperação pós-operatória.

