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Estudantes criam jogo que estimula a preservação da Amazônia

Por Redação Juruá em Tempo.21 de janeiro de 20263 Minutos de Leitura
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Uma pesquisa realizada por estudantes por estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Frei Mário Monacelli, localizada na Avenida Atroaris, Bairro Alfredo Nascimento, zona norte de Manaus, desenvolveu o “UNO da biodiversidade: Jogos didáticos como ferramentas para o ensino da biodiversidade amazônica”, jogo que estimula a preservação da fauna e flora amazônica.

Jogos didáticos são ferramentas poderosas e eficazes para ensinar sobre a biodiversidade amazônica e estimular a preservação ambiental, aponta uma pesquisa realizada em escola estadual de Manaus, apoiado pelo Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Desenvolvido no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), edital nº 002/2024, o projeto “UNO da biodiversidade: Jogos didáticos como ferramentas para o ensino da biodiversidade amazônica” é coordenado pela professora da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, Karlla Nazaré Oliveira.

“O jogo ajudou a desenvolver habilidades como raciocínio, curiosidade científica e protagonismo dos alunos, que atuaram como mediadores explicando o conteúdo aos colegas”, disse Karlla Nazaré.

O projeto iniciou com levantamento sobre biodiversidade, espécies nativas e impactos ambientais. Em seguida, os envolvidos participaram de uma visita ao Museu da Amazônia (Musa), onde puderam observar de perto a fauna e a flora amazônica e, assim, aprofundar seus conhecimentos na prática.

Com base nas informações coletadas, os estudantes selecionaram espécies e desenvolveram cartas para um jogo educativo utilizando a plataforma Canva. As regras do jogo foram adaptadas a partir do UNO original, com o objetivo de abordar temas relacionados a problemas ambientais de forma lúdica e interativa.

Ao final do processo, foi desenvolvida a versão final do “UNO da Biodiversidade”, composta por 111 cartas, sendo 31 especiais e 80 comuns, distribuídas nas cores vermelho, amarelo, verde e azul, como no jogo original.

No total, o jogo apresenta 40 espécies da fauna e flora amazônica. As cartas comuns foram adaptadas ao contexto amazônico e ilustram espécies nativas, impactos ambientais enfrentados pela região e possíveis soluções para mitigar esses problemas. As regras básicas do jogo original foram mantidas.

Por fim, o jogo foi aplicado nas turmas da escola para avaliar sua eficácia no aprendizado. Todo o processo, desde a pesquisa até a aplicação, foi realizado dentro da escola, integrando estudo, prática e criação. Esse conhecimento contribui para formar cidadãos mais críticos, conscientes e capazes de defender a conservação do bioma.

Entre os principais impactos alcançados estão o aumento do interesse pelas aulas, a facilitação na compreensão de conteúdos complexos e o fortalecimento da consciência ambiental.

Os jogos também tornaram o aprendizado mais leve, divertido e conectado à realidade dos estudantes. Além disso, estimulam habilidades importantes, como comunicação, memória, tomada de decisão e argumentação. O método aproximou os conteúdos da vivência cotidiana dos alunos, contribuindo para um conhecimento mais significativo e duradouro.

De acordo com a coordenadora do projeto, os estudantes tiveram papel de destaque no projeto, indo além do aprendizado sobre biodiversidade. Eles desenvolveram um jogo educativo, ensinaram aos colegas e se tornaram multiplicadores do conhecimento. O jogo está disponível no laboratório da escola, permitindo que outras turmas também tenham acesso à atividade.

Por: redação.
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