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Governo debate proteção à indústria cafeeira após crítica de cooperativa

A próxima segunda-feira (19) será um dia importante para quem pertence à cadeia produtiva do café. O Gabinete Civil do Governo do Acre reúne representantes tanto da produção quando do beneficiamento (indústria), quanto do comércio.

A ideia é discutir quais medidas competem ao Governo do Acre efetivar para garantir a manutenção do volume de produção e, proporcionalmente, manter aquecer o setor industrial cafeeiro acreano.

Os industriários têm feito duras críticas ao Governo do Acre em fóruns empresariais. Eles avaliam que há um descompasso entre produção e industrialização. Creditam isto ao fato de o governo não tomar medidas protecionistas, dificultando a entrada de cafés produzidos em outras regiões.

Em entrevista concedida ao ac24agro no dia 19 de dezembro do ano passado, o presidente da Coopercafé, Jonas Lima, fez a defesa da indústria local. Respaldado por dirigir a maior cooperativa especializada no segmento no Acre, Lima foi taxativo. “O governo não fez nada para proteger a indústria do Acre”, afirmou. Ele classificou a postura do governo como equivocada porque se não houver incentivo à indústria local, os cofres públicos gastaram mais porque poderá haver desemprego.

Na sequência, o presidente da Associação Acreana de Supermercados (ASA), Ádem Araújo, reagiu e defendeu a não intervenção do Estado na entrada de café de outras regiões do país. “Qualquer coisa que se pensar em fazer, qualquer aumento de tributação do café de fora, é prejudicar o consumidor”, avalia o empresário, sócio da maior rede de supermercados do Acre.

A discussão prevista para acontecer na próxima segunda-feira foi mediada pelo gabinete da vice-governadora, Mailza Assis.

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