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Ibovespa se aproxima da 3ª maior valorização mensal desde 2010

O Ibovespa fechou o pregão de terça-feira, 27, aos 181.919 pontos, renovando seu recorde nominal histórico e confirmando que o início de 2026 tem sido excepcional para o mercado acionário brasileiro. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayata, apenas neste começo de ano, o principal índice da B3 já atingiu dez máximas históricas, um ritmo acelerado que corresponde a praticamente um terço dos 32 recordes registrados ao longo de todo o ano de 2025.

De acordo com a consultoria, em um único mês, o índice concentra um volume de recordes que, no ano passado, se espalhou ao longo de doze meses. O dado sugere um movimento mais intenso de reprecificação dos ativos, em um ambiente de forte apetite por risco.

A magnitude do rali fica ainda mais clara quando observada a rentabilidade mensal. Segundo Einar Riveiro, sócio da consultoria, até o pregão do dia 27, o Ibovespa acumula alta de 12,90% em janeiro, desempenho que coloca o mês como a terceira maior valorização mensal desde janeiro de 2010.

À frente aparecem apenas março de 2016, com avanço de 16,97%, e novembro de 2020, quando o índice subiu 15,90%, ambos associados a momentos de inflexão relevantes na economia e nos mercados.

Ibovespa

O ranking histórico reforça a excepcionalidade do movimento atual. Desde 2010, apenas 13 meses superaram a marca de dois dígitos de alta, como novembro de 2023 (12,54%), outubro de 2011 (11,49%) e outubro de 2016 (11,23%). Janeiro de 2026, portanto, já se posiciona entre os episódios mais fortes de valorização mensal da Bolsa brasileira em mais de uma década.

Mais do que um rali pontual, a combinação entre sucessivos recordes e desempenho mensal elevado sugere uma mudança de patamar para o mercado acionário. A leitura predominante é de que o investidor passou a revisar, de forma mais estrutural, as expectativas para os ativos brasileiros, em um movimento que pode redesenhar o mapa de preços da Bolsa ao longo de 2026.

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