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Investigado gastou R$ 3 milhões para desmatar terras do Incra em Cruzeiro do Sul, diz PF

Por Sandra Assunção, do AC24horas. 22/01/2026 14:31
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Um homem que não teve o nome divulgado gastou cerca de R$ 3 milhões para desmatar quase 500 hectares de terras destinadas à reforma agrária em Cruzeiro do Sul. A Operação Mata Arrendada II, deflagrada na última quarta-feira, 21, pela Polícia Federal, apontou que ele e outra pessoa invadiram e compraram terras públicas em áreas de assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para fins de exploração econômica.

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Segundo a investigação, as áreas eram desmatadas, transformadas em pasto e, posteriormente, arrendadas para a criação de gado.
Os investigados, alvos de mandados de busca e apreensão e de sequestro de valores, vão responder pelos crimes de destruição de florestas especialmente protegidas, desmatamento ilegal, impedimento da regeneração de florestas e grilagem de terras públicas.

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Augusto Lima, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de bens dos investigados, como forma de buscar reparação financeira pelos danos ambientais causados. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram contratos de compra e venda de terras e títulos de posse vinculados ao Incra.

“Inicialmente a gente também vai estar verificando e identificando a totalidade dessas áreas de acordo com os materiais que foram recolhidos na residência, afinando a continuidade das investigações. Durante o cumprimento de buscas, a nossa equipe identificou diversos materiais, especialmente contratos de compra e venda, títulos de posse do Incra, o que corroboraram com os indícios iniciais, e esse material vai ser todo analisado pelos nossos investigadores para que possa ser dado prosseguimento às investigações, inclusive com levantamento efetivo do patrimônio desses indivíduos”, afirmou o delegado.

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Ainda segundo Augusto Lima, não há indícios de participação de servidores do Incra no esquema. “Não há nenhum envolvimento de funcionários do Incra nessa situação, por meio dessa investigação. Trata-se exclusivamente de indivíduos que vieram de outros estados aqui para o estado do Acre, especialmente a região aqui de Cruzeiro do Sul, e, por meios próprios, tanto adquiriam como invadiam essas terras a fim de realizar criação, especialmente a criação de bovinos na área, então nenhuma participação de funcionários do Incra nesse contexto”, concluiu.

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