Após a defesa de Jair Bolsonaro reclamar sobre o barulho do ar-condicionado na cela onde ele está custodiado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF Supremo Tribunal Federal (ST), deu cinco dias para que a Superintendência da PF (Polícia Federal) forneça informações sobre a questão.
Segundo os advogados, problemas estruturais e sonoros no local estariam afetando a saúde física e psicológica do ex-presidente. De acordo com a manifestação, há um ruído contínuo e permanente, que ocorre 24 horas por dia. O barulho teria origem no aparelho de ar-condicionado instalado na cela onde Bolsonaro está preso.
O ex-presidente cumpre a pena em uma Sala de Estado-Maior, uma cela especial. O local aproximadamente 12m², cama, banheiro privativo com chuveiro, televisão e ar-condicionado.
A defesa afirma que a situação é agravada pela vedação inadequada da janela, que não impediria a propagação do som para o interior do ambiente.
Os advogados sustentam que a persistência do ruído inviabiliza o repouso mínimo do ex-presidente.
“O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso.”
Diante disso, a defesa solicita que as autoridades responsáveis pelo espaço sejam oficiadas para corrigir os problemas relatados.

