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Pedágio na BR-364 deve encarecer frete em até 15% e pressionar custo de vida na região Norte

Por Redação Juruá em Tempo.12 de janeiro de 20264 Minutos de Leitura
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A implementação do sistema de pedágio na BR-364, o principal corredor logístico que interliga os estados de Rondônia e Acre ao restante do país, acendeu um alerta no setor de transportes. Em nota pública divulgada recentemente, o Sindicato das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Estado do Acre (SETAC-AC) e a Cooperativa de Logística (Coltacre) projetam um impacto severo nos custos operacionais.

De acordo com o comunicado assinado por Nazaré Cunha, presidente das entidades, a nova tarifa deve representar um aumento médio entre 8% e 15% no valor total do frete. Esse percentual varia conforme o número de eixos do veículo e o trecho percorrido, mas tende a ser ainda mais agressivo para transportes de carga pesada e rotas de longa distância.

O setor de logística argumenta que o pedágio se torna um custo fixo inevitável. Como a região carece de rotas alternativas viáveis, o pagamento torna-se obrigatório para o escoamento da produção e para o abastecimento regional. “O repasse desse valor é inevitável, impactando diretamente o preço final de mercadorias essenciais, como alimentos, insumos industriais e produtos de consumo”, destaca a nota.

Na prática, a preocupação das entidades é que o aumento do frete resulte em uma elevação no custo de vida para a população da região Norte, que já lida com despesas elevadas de combustível e manutenção.

Embora o setor reconheça que a concessão e o sistema eletrônico de cobrança possam trazer benefícios como maior fluidez no trânsito e melhor conservação da pista, o impacto financeiro imediato é visto como um desafio à competitividade das transportadoras locais.

Por fim, o sindicato reforça a necessidade de um diálogo contínuo com as autoridades para buscar políticas que garantam a sustentabilidade do transporte rodoviário. “O setor segue atento e mobilizado, defendendo soluções que assegurem eficiência logística sem comprometer a competitividade das empresas”, conclui Nazaré Cunha.

Leia a nota na íntegra:

NOTA PÚBLICA DO SINDICATO DAS EMPRESAS DE LOGÍSTICA E TRANSPORTE DE CARGAS E TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS DE CARGAS DO ESTADO DO ACRE E DA COOPERATIVA DE LOGÍSTICA E TRANSPORTE DE CARGAS DO ACRE

Pedágio na BR-364: impacto direto no custo do transporte em Rondônia

A implantação do pedágio na BR-364, principal corredor logístico de Rondônia e da região Norte, traz um impacto relevante para as transportadoras e para toda a cadeia produtiva. O novo custo operacional se soma a despesas já elevadas, como combustível, manutenção de frota, mão de obra e tributos.

Estudos e projeções do setor indicam que o pedágio pode representar um aumento médio entre 8% e 15% no custo total do frete, a depender do tipo de veículo, número de eixos, volume de viagens e trecho percorrido. Para operações de longa distância e veículos pesados, esse percentual pode ser ainda mais expressivo.

Na prática, o pedágio se torna um custo fixo por viagem, exigindo a readequação imediata da formação do preço do frete. Em muitos casos, o repasse desse valor é inevitável, impactando diretamente o preço final de mercadorias essenciais, como alimentos, insumos industriais e produtos de consumo.

Outro fator preocupante é a ausência de rotas alternativas viáveis, o que torna o pagamento do pedágio obrigatório para quem depende da rodovia para escoar produção e abastecer mercados. Isso compromete a competitividade das transportadoras locais e pressiona o custo de vida na região.

Embora o sistema eletrônico de cobrança traga mais fluidez ao tráfego e redução de paradas, o impacto financeiro permanece significativo e exige diálogo, planejamento e políticas que garantam equilíbrio entre melhoria da infraestrutura, desenvolvimento econômico e sustentabilidade do transporte rodoviário.

O setor segue atento e mobilizado, defendendo soluções que assegurem eficiência logística sem comprometer a competitividade das empresas e o acesso da população a produtos essenciais.

Nazaré Cunha Presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas e Transportadores Autônomos de Cargas do Estado do Acre e da Cooperativa de Logística e Transporte de Cargas do Acre

Por: redação O Juruá em Tempo.
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