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Ponte de Rodrigues Alves depende de projeto para sair do papel em 2026, diz governo federal

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: A Gazeta do Acre. 08/01/2026 às 07:48

Anunciada como uma das intervenções prioritárias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre, a ponte de Rodrigues Alves ainda depende da contratação da empresa responsável pela elaboração do projeto para que a construção possa avançar. As informações foram divulgadas pelo governo federal ainda nesta terça-feira, 6.

De acordo com o DNIT, a licitação para elaboração do projeto está na fase de análise de propostas e habilitação, com previsão de assinatura de contrato no início do próximo ano. Somente após a conclusão dessa etapa técnica será possível definir prazo de execução, orçamento final e data de início das obras.

Ainda nesta terça-feira, 6, moradores do município questionaram o atraso no início das obras e pedirem uma nova previsão oficial. Segundo o superintendente do DNIT no Acre, Ricardo Araújo, a previsão atual é que a obra tenha início em 2027, após a etapa de licitação.

Outras obras seguem em andamento ou planejamento

Embora a ponte de Rodrigues Alves seja uma das principais demandas regionais, ela integra um pacote mais amplo de intervenções previstas pelo DNIT no estado. Em Tarauacá, a ponte em construção avançou para a fase de execução da superestrutura, enquanto a ponte sobre o Rio Caeté, na BR-364, passa por reforço estrutural após a identificação de problemas na fundação.

Também estão no planejamento federal a reconstrução de 100 quilômetros da BR-364, entre Sena Madureira e Manuel Urbano, com investimento estimado em R$ 800 milhões, e o Contorno de Brasileia, na BR-317, orçado em R$ 75 milhões. Ambos os projetos ainda dependem da conclusão de processos licitatórios.

Investimentos e cenário atual

Em 2025, o DNIT aplicou R$ 338 milhões no Acre, principalmente em serviços de manutenção nas BRs 364, 317 e 307. Apesar dos investimentos, apenas 62% das rodovias federais do estado são consideradas boas ou regulares, índice abaixo da média da Região Norte, que chegou a 82,8%.

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