A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 14, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa eleitoral de 2026 em todos os cenários. O petista aparece com ao menos 35% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno. Nos cenários de segundo turno, Lula tem 5 pontos percentuais de frente sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e aparece com 7 pontos percentuais a mais do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No primeiro panorama do primeiro turno, o petista aparece com 36%, contra 23% de Flávio e 9% de Tarcísio. Na sequência, aparecem o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), com 7%, e os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com 3%, e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 2%. Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã) aparecem com 1% cada.
Já no segundo cenário, sem o governador de São Paulo, o percentual do petista oscila para 35% e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em segundo com 26%.
Em uma possível disputa sem Flávio Bolsonaro, Lula obtém 39% das intenções de voto, e Tarcísio conquista 27%.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 00835/2026.
Segundo turno
Nos cenários de segundo turno, Lula tem 5 pontos percentuais de frente sobre Tarcísio e aparece com 7 pontos percentuais a mais do que Flávio. O presidente venceria Tarcísio de Freitas por 44% a 39% das intenções de voto, e derrotaria Flávio Bolsonaro por 45% a 38%.
A decisão de Bolsonaro de indicar Flávio como seu candidato ao Planalto na eleição de outubro, preterindo Tarcísio, gerou temores no mercado financeiro, que vê o governador de São Paulo como uma figura com mais capacidade de atrair o eleitor de centro e assim derrotar Lula, cuja política econômica é alvo de críticas entre agentes do mercado.
Bolsonaro, derrotado por Lula em 2022, está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília cumprindo pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também foi declarado inelegível até 2030 por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
* Com informações da Reuters
