O Acre registrou 1.790 ocorrências de roubos – entre tentados e consumados – ao longo de 2025, segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre (MPAC). O número representa uma queda de 12,64% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 2.049 registros.
A queda, no entanto, não foi suficiente para alterar o mapa da criminalidade. Rio Branco concentrou 1.268 registros, o que representa 70,84% de todos os roubos ocorridos no estado; na prática, isso significa que sete em cada dez crimes foram registrados na capital, que teve mais ocorrências do que todos os outros municípios somados. O interior registrou, ao todo, 522 episódios.
Na segunda posição aparece Cruzeiro do Sul, com 206 casos (11,51%); seguida por Tarauacá, com 77 registros (4,30%). Em um segundo bloco, estão municípios com números bem mais baixos, mas ainda relevantes no contexto local: Sena Madureira (35 casos), Plácido de Castro (26), Epitaciolândia (23) e Mâncio Lima (19) apresentam médias mensais que variam entre um e três roubos por mês. Já cidades como Assis Brasil, Bujari, Porto Acre e Rodrigues Alves fecharam o ano com menos de dez ocorrências cada.
Quando observada a evolução mensal, os dados mostram um ano marcado por oscilações e forte aceleração no último trimestre. O período com menos registros foi maio, com 92 ocorrências, seguido por fevereiro (111) e julho (124). A partir de agosto, os números passam a subir de forma consistente: 135 casos em agosto, 168 em setembro, 176 em outubro, 191 em novembro e o pico em dezembro, com 202 roubos, o maior volume mensal de 2025.
Somente entre setembro e dezembro, o Acre concentrou 737 ocorrências, o equivalente a 41% de todos os roubos do ano. Em média, o estado registrou 149 roubos por mês, mas esse número sobe para 184 nos três últimos meses do ano, evidenciando o impacto do período de maior circulação econômica.
Roubos acontecem mais à noite
Os roubos registrados no Acre em 2025 seguiram um padrão de dia e horário, concentrando-se principalmente à noite e no início da semana. Segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre (MPAC), o período noturno foi o mais perigoso, enquanto a segunda-feira apareceu como o dia com maior número de ocorrências ao longo do ano.
Do total de registros, 786 roubos aconteceram à noite, o que representa o maior volume entre todos os períodos do dia. Em seguida, aparecem a tarde, com 384 ocorrências; a manhã, com 331; e a madrugada, com 307 casos. Na prática, quase um em cada dois roubos no estado ocorreu após o pôr do sol.
Quando o recorte é feito por dia da semana, a segunda-feira lidera o ranking, com 282 registros, seguida de perto por sábado (269), quinta-feira (265) e sexta-feira (261). Quarta-feira contabilizou 249 ocorrências, terça-feira 243, enquanto o domingo aparece como o dia com menor número de roubos, ainda assim com 221 casos ao longo do ano.
Em mais de 500 roubos (538) houve identificação do uso de arma de fogo, enquanto 206 envolveram arma branca. Em relação ao meio de fuga ou abordagem, 346 ocorrências tiveram uso de motocicleta e 89 de bicicleta, o que reforça a agilidade como fator central na execução dos crimes.

