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Saiba quem é o professor demitido do Ifac após acusações de tortura contra aluno

Por Redação Juruá em Tempo.22 de janeiro de 20262 Minutos de Leitura
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O professor Uilson Fernando Matter, do Instituto Federal do Acre (Ifac), é o servidor que teve a demissão determinada pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Ele também responde na Justiça por acusação de tortura contra um adolescente de 16 anos, em um caso ocorrido no município de Xapuri, no interior do Acre.

O episódio que deu origem às investigações aconteceu em 27 de novembro de 2023, no centro da cidade. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), o professor, com a ajuda de um funcionário, teria submetido o adolescente a constrangimento ilegal, agressões físicas e psicológicas, com o objetivo de obter informações sobre o paradeiro de objetos que teriam sido furtados de sua residência, entre eles uma bicicleta.

De acordo com o MP, o jovem teria sido amarrado, coagido, dopado com remédios controlados e submetido a violência física e mental, configurando crime de tortura. O adolescente havia ficado responsável pela propriedade do professor durante uma viagem, e o desaparecimento do objeto teria motivado a série de agressões.

A denúncia foi aceita pela Justiça, tornando o professor réu no processo criminal. Além da acusação de tortura, ele e o funcionário também passaram a responder por porte ilegal de arma de fogo. Após o caso vir à tona, o educador se entregou à Polícia Civil em dezembro e teve a prisão preventiva decretada.

Paralelamente ao processo criminal, o caso foi apurado na esfera administrativa. O Ministério da Educação, ao analisar o relatório final do PAD, concluiu que houve uso indevido do cargo público e ofensa física em serviço, infrações consideradas gravíssimas pela Lei nº 8.112/1990. Com base nisso, foi aplicada a pena de demissão, a mais severa prevista para servidores públicos federais.

A decisão administrativa encerra o vínculo do professor com o Ifac, enquanto o processo criminal segue em tramitação na Justiça acreana.

Por: Contilnet.
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