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Técnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar pacientes

 A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a atuação de técnicos de enfermagem suspeitos de provocar a morte de pacientes dentro do Hospital Anchieta, em Taguatinga, por meio da aplicação de uma substância considerada letal e de difícil detecção em exames iniciais. Os suspeitos foram presos nesta segunda-feira (19) pela Polícia Civil do DF. Os crimes ocorreram em novembro e dezembro de 2025 e são tratados como homicídios. O caso foi denunciado pelo próprio hospital.

As apurações fazem parte da Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), e apontam que os investigados teriam utilizado cloreto de potássio aplicado diretamente na veia das vítimas. A substância, quando administrada fora de protocolos médicos, pode causar parada cardíaca em poucos minutos.

Fontes ligadas à investigação afirmam que o uso do cloreto de potássio chama atenção dos investigadores por se tratar de um composto que pode levar à morte sem deixar sinais evidentes em um primeiro momento, o que dificulta a identificação da causa real do óbito e pode simular morte natural ou complicações clínicas. A primeira fase da operação foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por determinação judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.

O Hospital Anchieta se manifestou sobre os três homicídios cometidos por técnicos de enfermagem dentro da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em Taguatinga (DF). A unidade confirmou que tinha ciência do caso e denunciou para a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que avançou nas investigações. O nome dos suspeitos não foram revelados pela polícia.

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