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Tempestade de neve deixa 30 mortos e paralisa mais da metade dos EUA

Os Estados Unidos seguem contabilizando os impactos da pior tempestade de neve registrada no país em quase quatro décadas. O fenômeno, batizado de Tempestade Fern, já deixou ao menos 30 mortos, segundo balanço atualizado pelas autoridades na noite de segunda-feira, 26, após três dias de frio extremo e nevascas intensas.

A maioria das vítimas é formada por pessoas em situação de rua, que não resistiram às temperaturas abaixo de zero. Em Nova York, oito pessoas foram encontradas sem vida em diferentes pontos da cidade. Já em Nova Jersey, um homem morreu após ser localizado coberto pela neve, ainda segurando uma pá, o que indica que tentava limpar a área onde estava.

A tempestade atingiu mais da metade do território americano e afetou diretamente a rotina de mais de 200 milhões de pessoas. Pelo menos 20 estados e a capital do país, Washington, decretaram estado de emergência. Além do frio intenso, mais de 500 mil pessoas continuam sem energia elétrica, enquanto aulas e voos seguem cancelados em diversas regiões.

Em Nova York, a maior metrópole do país, o cenário é de paralisação quase total. O acúmulo de neve ultrapassou 30 centímetros, apagando a divisão entre ruas e calçadas. Veículos ficaram atolados, o transporte público teve operações interrompidas e os aeroportos suspenderam pousos e decolagens. 

O impacto no setor aéreo é significativo: desde o início da tempestade, mais de 15 mil voos foram cancelados em todo o país. O fornecimento de energia também foi severamente comprometido, especialmente em estados do Sul e do Centro-Oeste, agravando a situação de famílias que enfrentam temperaturas extremas dentro de casa.

As condições climáticas são atribuídas a uma deformação do vórtice polar — uma massa de ar gelado que normalmente permanece sobre o Polo Norte, mas que se deslocou para o sul. Em estados como Minnesota e Wisconsin, o Serviço Nacional de Meteorologia registrou temperaturas de até -30,6°C, com sensação térmica ainda mais baixa devido aos ventos fortes.

Enquanto equipes municipais trabalham há mais de 36 horas seguidas para desobstruir vias e reduzir riscos, agentes sociais e voluntários intensificam ações para retirar pessoas em situação de vulnerabilidade das ruas. Segundo o jornalista Eduardo Barão, a principal preocupação das autoridades é evitar que o número de mortes continue aumentando, já que o frio extremo deve persistir nos próximos dias. 

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