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Trabalhador precisou dedicar quase 96 horas de trabalho para garantir itens básicos em Rio Branco

O custo de acesso aos itens essenciais continuou alto para os trabalhadores de Rio Branco em dezembro de 2025, mesmo com uma leve redução nos preços da cesta básica alimentar. Dados do Boletim Informativo nº 12/2025, divulgado na segunda-feira (12) pela Secretaria de Estado de Planejamento do Acre (Seplan), mostram que um trabalhador que recebe um salário mínimo precisou dedicar uma parcela significativa de seu tempo de trabalho para garantir alimentação, higiene pessoal e produtos de limpeza doméstica.

Segundo o levantamento, apenas para adquirir a cesta básica alimentar, cujo custo foi de R$ 549,67, o trabalhador precisou trabalhar aproximadamente 79 horas e 39 minutos. O tempo representa uma redução de 2 horas e 35 minutos em relação a novembro, reflexo da queda média de 3,16% no valor da cesta de alimentos no período.

Quando se somam os itens de limpeza doméstica, com valor de R$ 85,75, o esforço aumenta. Para garantir produtos como água sanitária, sabão, detergente e inseticida, foram necessárias 12 horas e 25 minutos de trabalho. Diferentemente da cesta alimentar, essa apresentou alta de 1,24% em dezembro, exigindo mais tempo do que no mês anterior.

Já a cesta de higiene pessoal, que inclui sabonete, creme dental, papel higiênico e absorventes, custou R$ 25,39. Para adquiri-la, foram necessárias 3 horas e 40 minutos de trabalho, praticamente estável em relação ao mês anterior.

Somando as três categorias, os itens essenciais demandaram cerca de 95 horas e 46 minutos de trabalho em dezembro de 2025. Na prática, isso significa que um trabalhador precisou destinar mais de duas semanas inteiras de jornada laboral apenas para garantir o mínimo necessário à subsistência individual.

Mesmo com a redução recente nos preços, o impacto sobre a renda permanece elevado. Considerando o salário mínimo vigente de R$ 1.518,00, os gastos com as três cestas comprometeram 43,5% da remuneração bruta do trabalhador. Já no salário líquido, após o desconto previdenciário, o percentual sobe para 47,1%.

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