A jornalista Maria Prata, de 46 anos, utilizou suas redes sociais para relatar um momento de pânico vivido nesta quinta-feira (22), no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Ela foi vítima de um assalto à mão armada enquanto estava acompanhada de sua filha caçula, Dora, de cinco anos, fruto de seu casamento com o apresentador Pedro Bial.
Segundo o relato de Maria, ela havia acabado de estacionar o carro e caminhava cerca de 20 metros em direção à casa de amigos quando foi abordada por um homem em uma motocicleta. A jornalista descreveu a cena como algo que “vemos repetidamente no feed”: um motoqueiro de capacete, com mochila de entregas, portando uma arma de fogo. Maria enfatizou que não estava utilizando o celular no momento e que o local não era considerado perigoso.
Durante a abordagem, o assaltante demonstrou nervosismo e exigiu o aparelho celular e a senha de desbloqueio. Maria Prata relatou trechos do diálogo traumático. O criminoso exigiu que ela não se mexesse e entregasse tudo.
O assaltante chegou a passar a mão na cintura da jornalista para verificar se ela estava armada, questionando se ela era policial. Maria manteve a calma para proteger a filha, afirmando ao criminoso: “Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo”.
O homem levou o iPhone, cartões bancários e a aliança da jornalista antes de fugir do local.
A pequena Dora não viu a arma no momento do assalto e inicialmente não compreendeu o que estava acontecendo. Após o crime, as duas foram acolhidas por amigos e pelo pai da menina, Pedro Bial, que já estava no destino final da família.
Maria relatou que só conseguiu desabar e chorar longe da filha, mas que a menina sentiu o impacto emocional ao longo do dia, fazendo perguntas e expressando medo. “Dora passou o dia falando sobre isso, processando, querendo entender quem era aquele cara e por que isso acontece”, escreveu a jornalista.
Na madrugada seguinte, Maria descreveu a dificuldade de dormir e o “replay sem fim” das imagens em sua cabeça. Ela lamentou o contraste entre as férias recentes, dedicadas a mostrar o lado positivo do país às filhas, e a realidade da violência urbana.
“Estamos bem, têm coisas muito piores… Mas a vida é mesmo um sopro. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou”, desabafou. O caso foi registrado junto à polícia e os cartões e serviços foram cancelados.
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