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Acre chega a 3º mês com perda de postos de trabalho em dezembro mas fecha 2025 com saldo positivo

Em dezembro de 2025, o Acre chegou ao terceiro mês seguido com mais demissões que contratações segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram 461 vagas formais perdidas naquele mês. 

No total, 3.294 pessoas foram admitidas e 3.755 foram demitidas. O estado havia interrompido, em outubro, uma sequência de oito meses de saldo positivo, com a perda de 172 vagas.

O setor de serviços acumulou o pior resultado, com 303 vagas a menos em dezembro. O construção vem logo depois, com perda de 274 postos. 

Somente indústria, comércio e agropecuária fecharam o mês com saldo positivo, com, respectivamente, 89, 25 e duas vagas geradas. 

O estoque mensal de vagas – total de trabalhadores com carteira assinada – ficou em 115.567, a maior parte empregada no setor de serviços, com mais de 60 mil trabalhadores. 

O saldo de dezembro foi o segundo pior do ano passado, perdendo apenas para janeiro, que encerrou com perda de 500 vagas.

Em novembro, o estado já havia perdido 74 vagas, ou seja, a perda de postos formais de trabalho cresceu 523% em um mês. Naquele mês, foram 4.555 pessoas admitidas e 4.629 foram demitidas. 

Saldo anual

Apesar da sequência negativa, o Acre fechou 2025 com saldo positivo de 5.058 vagas, fruto de 57.198 admissões contra 52.140 demissões. 

Contudo, o resultado é 57% menor que o saldo de 2024, que foi de 11.731 empregos criados. 

O setor que encabeçou o saldo positivo de 2025 foi o de serviços, com superávit de 3.740 vagas, seguido pelo comércio, com 957 vagas. O único setor que mais perdeu postos do que criou foi o de construção, com uma vaga a menos. 

Cenário nacional

O Brasil registrou a criação de 1,279 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025,segundo dados divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 

Esse foi o menor resultado desde 2020, ano da pandemia da Covid-19, quando houve fechamento de vagas formais. 

Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas no ano passado: 

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o saldo de 2025 foi afetado pelo impacto dos juros no país. A taxa Selic, definida pelo Banco Central, chegou a 15% ao ano.

“Procurei dialogar com o Banco Central mostrando que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo, não de desaceleração da economia. Não se trata de queda da economia, mas do ritmo de crescimento. Mas um processo de diminuição da velocidade. E isso acabou acontecendo”, disse Marinho.

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