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Advogado alvo de operação da PF é nomeado para cargo jurídico na Câmara de Porto Walter

Por Redação Juruá em Tempo.2 de fevereiro de 20263 Minutos de Leitura
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O advogado Giordano Simplício Jordão, que teve o nome citado entre os alvos da Operação Graco, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira, 29, foi nomeado para um cargo em comissão na Câmara Municipal de Porto Walter, no interior do Acre. A nomeação consta na edição desta segunda-feira, 2, do Diário Oficial do Estado (DOE).

Conforme a portaria, assinada pelo presidente da Câmara, Rosildo Cassiano Corrêa, Giordano Jordão foi nomeado para a função de Diretor de Assuntos Jurídicos (DAS-5) da Câmara Municipal de Porto Walter.

A nomeação ocorre dias após o advogado ser citado como um dos alvos da operação que investiga possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos oriundos das chamadas “emendas Pix”.

Operação Graco

A Operação Graco foi deflagrada na quinta-feira, 29, pela Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ação apura suspeitas de desvio de aproximadamente R$ 912 mil em recursos públicos destinados ao custeio de shows musicais durante a feira agropecuária de Sena Madureira, realizada em setembro de 2024.

De acordo com as investigações, os valores teriam sido repassados por meio de transferências especiais, conhecidas como emendas Pix, e utilizados em contratos firmados por inexigibilidade de licitação, com indícios de sobrepreço, uso de cartas de exclusividade irregulares e pagamento antecipado, antes da execução dos serviços.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Acre e no Distrito Federal, além de autorizações para quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Manifestação do advogado

Após a deflagração da operação, Giordano Jordão confirmou que foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência. Em nota, ele afirmou que não executa emendas parlamentares, não participa da indicação de beneficiários, não ordena despesas, não realiza pagamentos e não possui vínculo com o recebimento de recursos provenientes de emendas Pix.

O advogado destacou que atua há 23 anos na advocacia, com experiência no assessoramento jurídico de parlamentares, prefeitos e municípios, e ressaltou que essa atividade não se confunde com a execução administrativa ou financeira de políticas públicas. Giordano também mencionou que já exerceu o cargo de controlador-geral do Estado do Acre.

Ainda segundo a manifestação, ele informou que buscará acesso integral aos autos do inquérito para apresentar os esclarecimentos e a defesa técnica cabíveis, afirmando confiar no devido processo legal e no esclarecimento dos fatos ao longo da apuração.

Além de Giordano Jordão, também foram alvos da Operação Graco o deputado federal Eduardo Velloso e o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim. As apurações seguem em andamento.

Por: A Gazeta do Acre.
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