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Atiradora em escola canadense tem 18 anos e problemas de saúde mental

Por Redação Juruá em Tempo.12 de fevereiro de 20264 Minutos de Leitura
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A polícia canadense identificou a autora do ataque a tiros em uma escola como uma jovem de 18 anos com problemas de saúde mental. Não revelou, no entanto, o motivo de um dos piores assassinatos em massa da história do Canadá.

A mulher, identificada pela polícia como Jesse Van Rootselaar, cometeu suicídio após o ataque nessa terça-feira em Tumbler Ridge, uma comunidade remota de 2.400 pessoas na província da Colúmbia Britânica, na costa do Pacífico. A polícia revisou o número de mortos para nove, incluindo Van Rootselaar, dos dez inicialmente relatados.

Em mais de uma ocasião, Van Rootselaar foi detida sob a Lei Provincial de Saúde Mental para avaliação, disse o vice-comissário Dwayne McDonald, comandante da Polícia Montada Real Canadense na Colúmbia Britânica. Ela já frequentou a escola, mas abandonou os estudos há quatro anos.

“A polícia esteve na residência (da família) em várias ocasiões nos últimos anos, lidando com questões de saúde mental relacionadas à suspeita”, relatou McDonald.

Ao contrário dos Estados Unidos, ataques a tiros em escolas são muito raros no Canadá.

“Vamos superar isso. Vamos aprender com isso”, disse o primeiro-ministro Mark Carney, visivelmente abalado, aos repórteres.

Ele adiou uma viagem à Europa e determinou que as bandeiras em todos os prédios do governo fossem hasteadas a meio-mastro nos próximos sete dias.

Horas depois, os parlamentares da Câmara dos Comuns fizeram um minuto de silêncio e ouviram Carney, sombrio, dizer que os assassinatos deixaram o país em choque e luto.

“É uma cidade de mineiros, professores, trabalhadores da construção civil — famílias que construíram suas vidas lá, pessoas que sempre se apoiaram mutuamente. Tumbler Ridge representa o que há de melhor no Canadá”, afirmou.

McDonald disse ainda que Van Rootselaar, que nasceu homem mas começou a se identificar como mulher há seis anos, primeiro matou a mãe, de 39 anos, e seu meio-irmão, de 11 anos, na casa da família.

Em seguida, ela foi até a escola, onde atirou em uma professora de 39 anos, bem como em três alunas de 12 e dois alunos, um de 12 e outro de 13 anos. A polícia recuperou uma arma longa e uma pistola modificada.

Duas vítimas gravemente feridas continuam no hospital.

“Acreditamos que a suspeita agiu sozinha, seria muito cedo para especular sobre o motivo”, disse McDonald em entrevista coletiva, acrescentando que a polícia não tinha informações que sugerissem que alguém tivesse sido especificamente visado.

Vários líderes mundiais enviaram mensagens de condolências. O rei Charles, chefe de Estado do Canadá, disse estar “profundamente chocado e triste” com as mortes.

Tiroteio

O ataque está entre os mais mortíferos da história do Canadá. O país tem leis mais rígidas sobre armas do que os Estados Unidos, mas os canadenses podem ter armas de fogo com uma licença.

McDonald disse que a polícia apreendeu armas de fogo na residência da família há cerca de dois anos, mas as devolveu depois que o proprietário, que ele não identificou, recorreu com sucesso da decisão.

Van Rootselaar tinha licença de porte de armas, que expirou em 2024. Os canadenses entre 12 e 17 anos podem obter uma licença de porte de armas para menores após fazer um curso de segurança e passar nos testes.

Em abril de 2020, um homem de 51 anos disfarçado com um uniforme da polícia e dirigindo um carro policial falso atirou e matou 22 pessoas em um ataque violento de 13 horas na província da Nova Escócia, na costa do Atlântico, antes que a polícia o matasse em um posto de gasolina.

No pior ataque em uma escola do Canadá, em dezembro de 1989, um atirador matou 14 alunas e feriu 13 na Ecole Polytechnique, em Montreal, Quebec, antes de cometer suicídio.

“Não há palavras na língua inglesa que sejam fortes o suficiente para descrever o nível de devastação que essa comunidade sofreu”, disse Larry Neufeld, um parlamentar provincial local.

“Será necessário um esforço significativo e muita coragem para reparar esse terror”, acrescentou à CBC News.

*(Reportagem adicional de Maria Cheng e Bhargav Acharya)

Por: Reuters.
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