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Home»Esporte

Bap cobra Boto, Filipe Luís e jogadores, e Flamengo tenta administrar ambiente antes de decisão

Por Redação Juruá em Tempo.23 de fevereiro de 20263 Minutos de Leitura
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A vitória por 3 a 0 sobre o Madureira pode ajudar a aliviar um ambiente que se tornou uma panela de pressão no Flamengo nas últimas semanas. Seja por cobranças da torcida, da diretoria ou insatisfação com algumas medidas no dia a dia, o clube tenta administrar o clima às vésperas do segundo jogo da final da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, quinta-feira, no Maracanã.

No último sábado, o presidente Bap esteve no Ninho do Urubu. Na sexta, a delegação ganhou folga após o retorno da Argentina. No CT, o dirigente teve reuniões com a comissão técnica, o diretor de futebol José Boto e o elenco. O tom foi de fortes cobranças depois de um começo decepcionante de temporada.

A diretoria entende que investiu alto e conseguiu a manutenção do elenco. Portanto, os resultados deveriam ser melhores. O Flamengo perdeu a Supercopa do Brasil para o Corinthians e correu sério risco de eliminação no Campeonato Carioca.

Cabe ressaltar que os encontros do presidente com o técnico Filipe Luís e Boto são periódicos. Quando não são presencialmente acontecem de forma virtual. Bap costuma ir ao Ninho a cada 10 dias. No entanto, essa reunião foi mais dura.

A conversa com os jogadores é bem menos frequente, apesar de já ter acontecido antes. Mesmo assim, o clima no CT já não é mais o mesmo de outros tempos. Alguns atletas acreditam que falta diálogo e se sentem incomodados com decisões da comissão técnica. A comunicação com a direção de futebol também não é tão aberta. Isso se estende para atletas e também outros setores do clube.

Bap tem sido figura mais frequente em decisões relacionadas ao futebol. O presidente participou da negociação de Lucas Paquetá e ordenou o retorno dos jogadores da equipe principal ainda no Carioca para os clássicos contra Vasco e Fluminense. Na renovação de Filipe Luís, ele também apareceu. Todo o processo gerou desgaste entre as partes. Em certo momento, o treinador se sentiu exposto.

Nos três gols sobre o Madureira quase não houve comemoração entre os jogadores, que foram discretos. A pressão chegou também às arquibancadas, que cobraram antes mesmo de a bola rolar. Os jogadores entenderam que o momento não pedia festa.

– Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Os jogadores precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa. É difícil quando está nesse ambiente fazer as ações – disse Filipe em entrevista coletiva.

– A pressão no Flamengo eu nunca vi em outro lugar, talvez o Real Madrid seja assim. A pressão local é incrível. Mas quem vem para cá sabe que é assim. Não acho que o problema é o excesso de críticas, mas sim o excesso de elogio quando as coisas vão bem. Você é colocado em tal patamar que não está preparado para cair. Isso aconteceu comigo em 2019 quando tive uma lesão, mas reverti. Todo jogador tem um processo, alguns revertem rápido, alguns demoram, outros não conseguem e vai de cada um pedir ajuda. A pressão é um privilégio. Temos elenco para brigar por tudo e por isso a pressão é grande – afirmou o treinador.

Por: ge.
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