Bap tem sido figura mais frequente em decisões relacionadas ao futebol. O presidente participou da negociação de Lucas Paquetá e ordenou o retorno dos jogadores da equipe principal ainda no Carioca para os clássicos contra Vasco e Fluminense. Na renovação de Filipe Luís, ele também apareceu. Todo o processo gerou desgaste entre as partes. Em certo momento, o treinador se sentiu exposto.
Nos três gols sobre o Madureira quase não houve comemoração entre os jogadores, que foram discretos. A pressão chegou também às arquibancadas, que cobraram antes mesmo de a bola rolar. Os jogadores entenderam que o momento não pedia festa.
– Sobre as vaias, a gente entende. Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Os jogadores precisam mostrar em campo. A gente está carente, digamos, mas por culpa nossa. É difícil quando está nesse ambiente fazer as ações – disse Filipe em entrevista coletiva.
– A pressão no Flamengo eu nunca vi em outro lugar, talvez o Real Madrid seja assim. A pressão local é incrível. Mas quem vem para cá sabe que é assim. Não acho que o problema é o excesso de críticas, mas sim o excesso de elogio quando as coisas vão bem. Você é colocado em tal patamar que não está preparado para cair. Isso aconteceu comigo em 2019 quando tive uma lesão, mas reverti. Todo jogador tem um processo, alguns revertem rápido, alguns demoram, outros não conseguem e vai de cada um pedir ajuda. A pressão é um privilégio. Temos elenco para brigar por tudo e por isso a pressão é grande – afirmou o treinador.